sábado, 21 de novembro de 2015

SONETO RUPESTRE


SONETO RUPESTRE

Sejamos e ensejemos o futuro,
que é hoje, que foi ontem, não é mais
aquele de há bem pouco tempo atrás,
pois muda que nem juro sobre juro.

Nascemos, e, ao nascermos, vem o apuro
da transitoriedade e coisas tais
que herdamos sem querer dos ancestrais
viventes de caverna em tempo obscuro...

Nem lembro em que caverna fui nascer,
mas foi uma do tipo apartamento
que viu a minha infância florescer.

Floresci em completo embotamento,
e só o que aprendi foi escrever
rupestres versos para o esquecimento.


Nhandeara, 21 de novembro de 2015
Marcos Satoru Kawanami