quinta-feira, 10 de setembro de 2015

PARUSIA


PARUSIA

Talvez jamais fará sentido eu ser
a escrita do dissenso para o triste
num mundo em contrassenso, que inexiste
aos olhos de uma pena de escrever.

A pena caligrafa sem saber
dos olhos desta mão que a tem em riste,
e o coração é órgão que persiste
até o final, porque mais pode ver.

Mas tenho no sentido de existir
sentido para a escrita, da qual sou
o senso e não a pena a redigir.

E existo para e por quem me criou
rumo ao subido mundo que há de vir
com Cristo, que do mal nos resgatou.


Nhandeara, 10 de setembro de 2015
Marcos Satoru Kawanami