quinta-feira, 10 de setembro de 2015

PARUSIA


PARUSIA

Talvez jamais fará sentido eu ser
a escrita do dissenso para o triste
num mundo em contrassenso, que inexiste
aos olhos de uma pena de escrever.

A pena caligrafa sem saber
dos olhos desta mão que a tem em riste,
e o coração é órgão que persiste
até o final, porque mais pode ver.

Mas tenho no sentido de existir
sentido para a escrita, da qual sou
o senso e não a pena a redigir.

E existo para e por quem me criou
rumo ao subido mundo que há de vir
com Cristo, que do mal nos resgatou.


Nhandeara, 10 de setembro de 2015
Marcos Satoru Kawanami

7 comentários :

José Carlos Bastos Sant Anna Sant Anna disse...

E aí, cara, o soneto não impõe limites à sua escrita...

Patricia disse...

Belo poema , escrito com o coração que persiste até ao fim ... , gostei muito.

ReltiH disse...

UN PLACER LEER TU ESPÍRITU.
ABRAZOS

CÉU disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Magia da Inês disse...

-`✺´-
É lindo!

Que seu fim de semana seja doce e
cheio de surpresas agradáveis!
Beijinhos.
-`✿´-

Laura Santos disse...

Um soneto perfeito, na forma e no conteúdo dessa chegada, do advento que tanta inspiração te faz descer à pena.
Admiro a tua fé, e a tua capacidade de expô-la de forma tão coerente e tão bela. Parabéns, muita qualidade !
xx

A Casa Madeira disse...

Neste mundo em discordâncias e paradoxos;
é importante saber que existe a presença da criação...
Belo poema.
Boa continuação de semana.