domingo, 12 de julho de 2015

FORVM - ficção total


FORVM

Com tanta merda pra dizer, calei-me
diante do juiz de vara e toga;
sentença de juiz, quem sabe, joga
e ganha em loteria sem que teime.

Calei-me pra evitar que alguém me queime
na cadeia o franzido, amado boga,
e, pena tal, mais nunca se revoga,
por isso, de falar, foi que esquivei-me.

Quem fala vira escravo do que fala,
quem cala senhor é do que calou,
vontade de falar, pois, não me abala.

Mas, quando o julgamento terminou,
o promotor eu baleei sem bala,
com versos, que o juiz inocentou!


Nhandeara, 12 de julho de 2015
Marcos Satoru Kawanami