domingo, 12 de julho de 2015

FORVM - ficção total


FORVM

Com tanta merda pra dizer, calei-me
diante do juiz de vara e toga;
sentença de juiz, quem sabe, joga
e ganha em loteria sem que teime.

Calei-me pra evitar que alguém me queime
na cadeia o franzido, amado boga,
e, pena tal, mais nunca se revoga,
por isso, de falar, foi que esquivei-me.

Quem fala vira escravo do que fala,
quem cala senhor é do que calou,
vontade de falar, pois, não me abala.

Mas, quando o julgamento terminou,
o promotor eu baleei sem bala,
com versos, que o juiz inocentou!


Nhandeara, 12 de julho de 2015
Marcos Satoru Kawanami


5 comentários :

Arco-Íris de Frida disse...

É isso... somos escravos do que falamos... e mesmo assim nao calamos...

BAR DO BARDO disse...

Você não perde a verve. Parabéns!

Patrícia Pinna disse...

Boa noite, Marcos.
A palavra é forte e trm duas vertentes, absolve ou condena.
O silêncio vez em quando é a nossa libertação.
Beijos na slma e paz.

Pérola disse...

Julgar é coisa de responsabilidade e não pode ser leviano.

Beijo

BAR DO BARDO disse...

O boga togado?