quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

filme: Costinha, o libertino - soneto: falatório


FALATÓRIO

Falam que o que falo é pornografia,
pois falo falo falo falo falo,
e, em síntese, o que falo vai pro ralo,
parece até que sou mitologia...

Mas, se falo o que falo, quem diria
fi-lo, em meu lugar, não diria, e fá-lo
pois falo falo falo falo falo,
mas nunca fi-lo além da portaria!

Não disse putaria, que é abuso
de puto sem noção que sabe picas
das normas de boceta e seu bom uso.

Contudo, se ao caralho tu me indicas,
segura furibunda o meu obtuso
soneto, que é de bunda mais pudica!



Nhandeara, 25 de fevereiro de 2015
Marcos Satoru Kawanami




"Lavar latrinas por gosto é lazer; assistir a sessões de pornografia por obrigação é trabalho." (Glauco Mattoso)


3 comentários :

Laura Santos disse...

Desaparecido em combate, Marcos?...
Costinha tem uma forma bem peculiar de apregoar as raspadinhas, e é um verdadeiro libertino! Interessante no sentido em que te serve de inspiração para o teu próprio Falatório, que embora de bunda mais púdica e não abusando em putaria, não poderia deixar de falar do falo e da boceta.
Não, não te envio para o c......! :-) Pornografia é outra coisa!
xx

Arco-Íris de Frida disse...

Adorava o Costinha... acho que nao teve o devido reconhecimento...
E falaste bem o falatorio...

Rafaela Figueiredo disse...

haha
esse falatório fálico [/falacioso] foi muito feliz!

gosto mto desses teus sonetos!