domingo, 7 de dezembro de 2014

partido alto - isso, ninguém viu...


ISSO, NINGUÉM VIU...

Fritaram o pastel em óleo frio;
isso, ninguém viu...
Jogaram o pastel em óleo frio,
só fui eu quem viu!

Quem não é de reclamar,
ao comer aquela massa,
só queria se agachar;
e, quem viu, achava graça.

Eu fiquei no fim da fila;
ao chegar a minha vez,
teve até quem, pela axila,
da bagagem se desfez.

Evitei constrangimento:
recusar, não recusei;
eu guardei o provimento,
mas, depois, o desguardei.

Corajoso foi o Empada,
trombonista de primeira,
levou tudo para a amada,
que passou por corneteira.

Quem tem pressa, come cru;
com o Empada, foi assim;
se, na pressa, foste tu,
este mundo não tem fim.


Marcos Satoru Kawanami

9 comentários :

Laura Santos disse...

Ah eu já tinha ouvido falar de um pastel encharcado em óleo!...:-)
Realmente fritar em óleo frio não é fritar, é cozer. Desconhecia é que também havia um Empada na história...
Um poema divertido, e adorei a música, com uma bela batucada mesmo!
Vir aqui é sempre sinónimo de divertimento. ;-)
xx

Magia da Inês disse...

❀⊱•.
Bem criativo... pastel engordurado, que horror!...

Bom tempo do Advento!
Bom início de semana com tudo de bom!!!
•.✿⊱
Beijinhos.♪♬° ·.
❀✿❀⊱•.

Elyane Lacerdda disse...

Que show de música e voz!!!!!
Amigo, seu blog sempre apresenta essas maravilhas !
Bravo!!!!!
Muito bom esse post, um verdadeiro show!!!!!!
Adorei o poema, super divertido e muita criatividade nas veias!!!
Bjus e boa semana,amigo!
http://www.elianedelacerda.com

Rapha Barreto disse...

pastel <333 Me deu vontade agora kk
Adorei o poema!

Beijo,
http://mylife-rapha.bolgspot.com

Arco-Íris de Frida disse...

O poema é hilario... e pastel adoro, de queijo, por favor...

Rafaela Figueiredo disse...

eu já li esse poema?

reforço: tua habilidade é muita! essa sagacidade...
:)

Fábio Murilo disse...

Descreve o dia das Favelas do Rio, acredito. Bem criativo, Marcos.

Meri Pellens disse...

Quem tem pressa come cru kkkk... Muito bom!
Bjo e muita paz!

Pérola disse...

Nada como abrir o apetite logo pela manhã.

Um poema que é delicia gastronómica e recheado de humor.

Beijinhos