quarta-feira, 26 de novembro de 2014

luzes da ribalta - poesia ultrarromântica - Charles Chaplin - Limelight

LUZES DA RIBALTA

O amor só pode ser se for oculto,
senão é ter, quem ama, aquele zelo
de o ente amado, após reconhecê-lo,
corresponder-lhe o culto com seu culto.

A carne poderá causar tumulto,
querendo ter razão e convencê-lo
do facto que a razão produz cabelo
no amor que, cabeludo, sobe em vulto.

Assim, o amor divino estranhamente
conduz-nos desde a pia batismal,
e, entanto, não parece estar presente.

Pois quer o amor divino um ideal,
sentir na intensidade equivalente
a mais completa peça teatral.



Nhandeara, 26 de novembro de 2014
Marcos Satoru Kawanami


7 comentários :

Elyane Lacerdda disse...

Que lindo poema,amigo!
Você é show,poeta!
O Amor é sempre uma peça teatral e é verdade!
representamos muito sempre, mas muitas vezes não somos nada daquilo que mostramos!
Bjus e uma ótima quinta-feira, cheia de grandes emoções!
http://www.elianedelacerda.com

Laura Santos disse...

Não sei se o amor é oculto, mas pode ser por vezes ocultado; sobretudo se pecaminoso, ou por não ser correspondido.
Todo o amor, divino ou não, reproduzido numa peça teatral não será mais divino, mas a sua representação. A corporização das coisas pode dar-lhes essência ou não.
Grande soneto, Marcos, que tenho de voltar para reler porque já é muito tarde aqui! :-)
xx

Arco-Íris de Frida disse...

Ah,o amor...

Arco-Íris de Frida disse...

A foto do perfil é da atriz Dita Von Teese...

Viii disse...

Marcos! Venho aqui te agradecer seu comentário, cuidado e atenção no post. Muito obrigada. Estava precisando mesmo de orientação. Perdoe não estar frequentando... Projeto de vida 2015: voltar a ler e a escrever... um abraço grande

Rafaela Figueiredo disse...

uma interpretação fantástica sobre o amor, Marcos!
mas seremos sempre vítimas desse em q há culto pelo culto...(?)

um beijo

Fábio Murilo disse...

Isso é poesia! Vinicius de Moraes assinaria embaixo. Enche os olhos tanta beleza e perfeição!