quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Camille Claudel (1988) - Direção: Bruno Nuytten

ESCULTURA CONTEMPORÂNEA

Um código de barras coronário
é lido, e transferido para a tela
na qual a silhueta se revela
da fêmea mais audaz no porte vário.

E, em meio a tecnológico cenário,
imprime-se em 3D, inculta e bela,
a Vênus do ideal, agora, aquela
mulher, nascida adulta e sem berçário.

Contudo é gesso... Amigo, é apenas gesso
nas mãos de um escultor contemporâneo;
por isso, eu prego-lhe o martelo, e esqueço!

Disseram “parla!”, e o não foi instantâneo
por muito mais que aqui eu nem mereço,
mas ela pinta e borda no meu crânio...



Marcos Satoru Kawanami

4 comentários :

Samuel Balbinot disse...

boa tarde amigo de versos.. essas rimas com o final ário são muito boas.. já tive alguns sonetos com elas e penei para conseguir encaixar.. abração

Marcos Satoru Kawanami disse...

Samuel,

Obrigado pelo incentivo.

fraterno abraço
Marcos

BAR DO BARDO disse...

Fala, fala, fala?... A beleza nos silencia...

Ana Cecilia Romeu disse...

Você captou muito bem a alma de Camille!

Beijos!