sábado, 11 de janeiro de 2014

rota de colisão


ROTA DE COLISÃO

Prudência, sejas tu a criatura
sonhada no ideal do tempo ausente,
bem antes deste mundo do presente,
na graça mais subida das alturas.

Sorris, és sorridente, tens ternura,
e o espírito mais santo e incandescente
transborda do meu peito ao tê-la em mente,
e quero ser melhor, ser só candura!

Andava eu diligente pela rua,
e um anjo nos botou em colisão,
por quê? — perguntas tu pra tua Lua.

E a Lua diz, em plena sem-razão,
que tu salvas minha alma, e, eu, a tua,
passando nossa vida em comunhão.



Marcos Satoru Kawanami

2 comentários :

BAR DO BARDO disse...

Amor, com e sem poesia, eis.

Patrícia Pinna disse...

Boa tarde, Marcos. Belíssima, repleta de sonoridade e graça ao ler.
A poesia ficou tão leve e suave como uma pluma, que arrepia a pele.
Obrigada pelo seu carinho habitual.
Tenha uma excelente semana de paz!
Beijos na alma!