segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Persona, um filme de Ingmar Bergman - com Liv Ullman e Bibi Andersson

http://filmesonlinetocadoscinefilosvideos.blogspot.com.br/2013/06/persona-quando-duas-mulheres-pecam-1966.html
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A VIDA É FILME

Por que escravo do Verso sempre vivo?;
se não faço o poema, sinto frio;
porém, após fazê-lo, estou vazio:
com fome e frio, liberto, mas cativo.

Escravos todos são, muda o motivo
que empenha a força régia do seu cio
por mares de Camões e de gentio,
a fim de nesta vida estar altivos.

Cumprimos, no planeta, um só papel
de morte e vida igual sem exceção,
e cobre-nos o corpo, que é um véu.

Parece todo o Drama escravidão,
fugir-se deste Filme é estar no Céu,
porém filmamos nossa redenção.


Marcos Satoru Kawanami



A VIDA NÃO É FILME

Quitou-me o romantismo esta verdade:
—A vida não é filme nem romance!—
Incauto o adolescente que se lance
a dar vaza ao Amor em tenra idade…

Mais vale bem-querer Sobriedade,
casta lira impassível ao alcance
da cupidez mundana que lhe avance
no esplendor da virgínea mocidade.

Não à toa os antigos, por costume,
prezavam a senil opinião,
que vivência e razão enfim resume.

Amor? Existe. Longe da paixão,
do romantismo e do carnal betume:
—Conjugo o verbo amar, sem transição.


Marcos Satoru Kawanami

6 comentários :

Sissym Mascarenhas disse...



Marcos, a indicação do filme é muito boa, fazem anos que o assisti.

As vezes penso que a vida seja realmente um filme. Vejo coisas que me encantam e outras que me assustam.

Bjs

Evanir disse...

Marcos realmente é um belo filme
como lindo também seu poema.
Um feliz semana beijos,Evanir.

Rafaela Figueiredo disse...

adorei! muito bons!
é uma dicotomia interessante, Marcos: a vida ser ou não um filme [ou uma peça de teatro - sem ensaios].
mas uma coisa é certa mesmo, como vc disse: cumprimos um só papel.
e só nos mudam os roteiros...

beijo

Larissa Bello disse...

Persona... nele Bergman questiona o que é ser, não ser e o que podemos ser. A representação do que somos está dentro e fora do nosso alcance. E na interseção há infinitas variáveis mutáveis da essência que confirmamos ou negamos.


Bjos!

PS: Que bom que gostou da dica do blog de filmes. Também transito muito por lá.

Ana Cecilia Romeu disse...

A vida pode não ser um filme, mas que parece, parece.
Espelho e reflexo, num jogo de luz nem sempre refratário.

Beijos!

BAR DO BARDO disse...

Muito intrigante o seu diálogo filme versus versos...