quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Pulp Fiction, um filme de Quentin Tarantino


IMITAÇÃO DE CRISTO

Não faço apologia ao sofrimento,
nem ojeriza tenho ao mundo e ao gozo;
não sou vanguarda, nem tampouco idoso;
mas, sim, dou viva ao livre pensamento.

Da graça da fé cega estou isento,
mas da graça e fé cega sou cioso,
e almejo o Paraíso esplendoroso
prometido em todo sacramento.

Cuido, porém, que Cristo deu exemplo
ao sofrer o martírio no Calvário,
altar desta verdade que contemplo:

Será no mais extremo e perdulário
despojo, sem amparo, mãe, ou templo,
que hei de ver Deus em meu itinerário.


Marcos Satoru Kawanami


4 comentários :

Ana Cecilia Romeu disse...

Marquitos,
interessante o que você sempre consegue, ambientar poesia e cinema, no caso, em mesma atmosfera.

Beijos!

BAR DO BARDO disse...

... conexão pulp fiction, blood and bread... depois eu é que sou louco?!


Excelente desvio.

Marcos Satoru Kawanami disse...

Henrique,

A primeira e a segunda cena de Pulp Fiction, junto com a sua última cena, costuram o enredo do filme, e explicam a sua religiosidade latente.

Zilani Célia disse...

OI MARCOS!
O ELENCO DO FILME É BOM, MAS, CONFESSO NÃO TÊ-LO VISTO.
GOSTEI DE TEUS ESCRITOS.
ABRÇS

http://zilanicelia.blogspot.com.br/