quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Green Peace


GREEN PEACE

Relâmpagos, trovões, o vento fero,
um ar que não se inspira sem a tosse,
inflando priscas teias, toma posse
de um mundo antepassado e mais severo.

Notícias, comentários, lero-lero
parecem, pois, se o crânio aqui nos coce,
sentimos que não há razão que endosse
crescer a economia até... o zero(?)!

Comentamos à toa sobre o clima,
neguinho vira preso federal
se arrisca a vida pois a vida estima.

Sócrates morreu em seu ideal,
morreram igualmente nesta rima
aqueles que não morrem, na real.



Marcos Satoru Kawanami

2 comentários :

Ana Cecilia Romeu disse...

Os últimos versos disseram tudo, nem precisarei comentar...

Beijos!

BAR DO BARDO disse...

Há os eternos - sempre.