quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Joana D'Arc


JOANA D’ARC

Afia numa pedra o canivete,
e enfia-o no bolso, convincente,
na cisma de querer ser indecente
a única menina entre os pivetes...

Roubou a liberdade que compete
ao seu padrão de jogo para frente,
ousou não se render ao aparente,
e, entanto, é mais mulher, sem ser coquete.

A escola ensina muita pilantragem;
nas aulas, ela emenda a professora;
por isso, tão bem vê a vadiagem...

Se acaso a transgressão é sedutora,
sofreu esta menina defasagem
moral, pois da Moral é defensora.


Marcos Satoru Kawanami