quinta-feira, 6 de junho de 2013

As Cinco Pessoas que você encontra no Céu - filme dublado - arte metafísica (soneto)


ARTE METAFÍSICA

Estranha arte é esta de escrever...
Sem pincel, sem cinzel a obra cresce
e toma forma, e nem forma carece
para que a outrem venha a entreter!

Um papel sujo basta ao seu mister,
um papel que no lixo alguém esquece...
Na folha rota que o desdém merece,
é nela que o poema vai nascer.

Poesia, prima-irmã da Matemática
que no papel também faz teorema,
tem ela sempre musa mais simpática.

Seguem Música e Dança o mesmo esquema,
brotando da sublime e etérea prática
qual do nada também brota um poema. 

Marcos Satoru Kawanami (um cabra que veio do nada, e hoje também não tem porra nenhuma)

4 comentários :

Cissa Romeu disse...

O poema que se mistura a dança, a música, fruto de uma soma, talvez matemática? Enfim, não divide, apenas multiplica. Limitada essa poesia, não? :) Sequer subtrai!

Beijos, Marquitos!

Gostei muito do teu soneto, como sempre, aliás.

Cissa Romeu disse...

Se não gostou da minha nova foto, dá um toque tá bom?

Fred Caju disse...

Sonetista de mão cheia mesmo.

JAIRCLOPES disse...

Poemar

Esta arte de escrever é mui estranha
Sem caneta, sem lápis cresce a obra
Tanto melhor quando ali talento sobra
E criação na cuca do autor se entranha.

Um teclado pejado de letras aqui basta
Na sua frente lesto iluminado monitor
Alguma experiência, talvez alguma dor
E certa concentração que ruído afasta.

Poesia não é matemática meu querido
Nada tem a ver com qualquer teorema,
E mais trânsito tem num coração ferido.

Depois é tão somente seguir esquema,
Passar ao texto algo que tenha sentido
Então, do nada, talvez brote um poema.