quarta-feira, 15 de maio de 2013

soneto paralelo



SONETO PARALELO

Falar de Amor não vai te dar a prova
de que haja coisa sólida ou concreta
do tipo que a Ciência então não veta
a cerca de um amor que se renova.

Daí, dirá o Eu-lírico: — Uma ova! —,
pois, não se vendo o Amor, vê-se-lhe a seta
que fere o peito e a lira do poeta
em timbres que a audição assaz reprova.

Falar de Deus enseja igual polêmica,
pois, sendo uma abstração de ordem sêmica,
os olhos têm de vê-Lo por indício.

Ainda que O vejamos lá no início,
a tola confiança em nós nos trai,
querendo Deus no céu, e Deus Se vai!

Marcos Satoru Kawanami

4 comentários :

Camila disse...

Muito bom, já virei sua fã, sou apaixonada por poesias!!

Ainda que O vejamos lá no início,
a tola confiança em nós nos trai,
querendo Deus no céu, e Deus Se vai!

Eu que o diga sobre confiança,..devemos confiar cegamente apenas em Deus

J.A. Huckleberry disse...

Dando uma olhando no conteúdo da sua página e já amando...

XD

Me inscrevendo!

ocheirinhodecafe.com

byTONHO disse...



Para Lelo,
vamos alinhar, lado a lado,
na boa, no amor,
na mesma direção...
Assim como quem perDEU-Se dele!

:o)

byTONHO disse...



Ficou um papo meigo,
meio veado,
larGAY-tchê!

Comungaste na missa do domingo passado, Marcos?

:o)