domingo, 19 de maio de 2013

para quem?



PARA QUEM?

Se cresce a Economia, o vulgo pensa
que tem mais moradia e mais emprego,
que pode ter mais filhos com sossego,
tendo escola e saúde em recompensa.

Mas vive o povo sempre numa prensa,
e a cada geração parece cego,
barganha o voto em troca dum emprego
que gera mais emprego, voto e a crença

dum econômico crescer do bem,
na constante esperança dum porvir
com mais casa, saúde, escola..., amém.

Contudo, não se diz que é regredir
a Vida do planeta que se tem,
crescendo a Economia, e para quem?

Marcos Satoru Kawanami

7 comentários :

Patrícia Pinna disse...

Boa tarde, Marcos. Para quem? Certamente o povo não desfruta como deveria do aumento da economia, o País vive em situação caótica, violência, desigualdade social, que em nada é sanado.
Triste a pseudo esperança do povo, que vende o seu voto por melhores condições de vidas, que na realidade são pura utopia.
Os governantes não governam para o povo, governam para si deixando algumas migalhas como "boa ação", para eles não reclamarem muito e votarem na próxima eleição!
Parabéns!
Tenha um domingo de paz!

Marcos Satoru Kawanami disse...

Patrícia,

Obrigado pelo teu comentário gentil.

=D
Marcos

byTONHO disse...



"Cresce para quem... tem!"

Clap! clap! clap!

Pela beleza de soneto/crítico
e para o comentário da Patrícia Pinna!


Abraços!

:o)

Marcos Satoru Kawanami disse...

Tonho,

Valeu.

=D
Marcos

Jacques disse...

Olá, Marcos.
Infelizmente, as diferenças ocorridas na Economia do país não acabam de forma alguma modificando a vida de seu sofrido povo, que não sabe o poder que tem na hora de votar.
Quem sabe algum dia isso possa realmente mudar.
Abraço, Marcos.

Marcos Satoru Kawanami disse...

Jacques,

Sim.

=D
Marcos

JAIRCLOPES disse...

Asnice

Se economia cresce tudo mais é sorriso
Tenho mais bens de consumo, portanto
Até sobra no fim de cada mês um quanto
Talvez ganhe pouco mais do que preciso.

Mas não entendo que tudo tem um preço
Se o meu bem estar numa urna o troquei
Devo entender que em casa ninguém é rei
E viver em prosperidade somente pareço.

Pois no futuro vai pagar a conta alguém
Um que tampouco veio ao mundo ainda
Que já ao nascer o de comer ficará sem.

De que vale o progresso se a vida finda?
Se nada sobra para aqueles que aqui vêm
Onde toda a natureza é sempre malvinda?