segunda-feira, 15 de abril de 2013

o ideal e o real - o idealizado e o realizado - o idealismo e o realismo - o drama e a comédia - pelos clássicos compositores Chico Buarque e Noel Rosa




Carolina
Chico Buarque

Carolina, nos seus olhos fundos
guarda tanta dor, a dor de todo esse mundo.

Eu já lhe expliquei, que não vai dar,
seu pranto não vai nada ajudar.

Eu já convidei para dançar,
é hora, já sei, de aproveitar.

Lá fora, amor, uma rosa nasceu,
todo mundo sambou, uma estrela caiu.

Eu bem que mostrei sorrindo,
pela janela, ói que lindo!
Mas Carolina não viu...

Carolina, nos seus olhos tristes,
guarda tanto amor, o amor que já não existe.

Eu bem que avisei, vai acabar,
de tudo lhe dei para aceitar.

Mil versos cantei pra lhe agradar,
agora não sei como explicar.

Lá fora, amor, uma rosa morreu,
uma festa acabou, nosso barco partiu!

Eu bem que mostrei a ela,
o tempo passou na janela
e só Carolina não viu.






MENTIRAS DE MULHER

Noel Pela Primeira Vez (Volume 2 CD 3 Faixa 9)
Intérprete: Noel Rosa e Arthur Costa
Composição: Noel Rosa
Ano de composição: 1931

São mentiras e mulher,
Pode crer quem quiser.

Que eu tenho horror ao batente,
E não sou decente,
Poder crer quem quiser.
Que eu sou fingido e malvado,
E até que sou casado,
São mentiras de mulher.
(bis)

Quando no reino da intriga,
Surge uma briga,
Por um motivo qualquer,
Se alguém vai pro cemitério,
É porque levou a sério,
As palavras da mulher.
(bis)

Esta mulher jamais se cansa,
De fazer trança,
Na mentira é um colosso!
Sua visita tão cacete,
Que escrevi no gabinete:
"Está fechado para almoço".
(bis)

Esta mulher, de armar trancinha,
Ficou magrinha,
Amarela e transparente.
Quando vai ao ponto marcado,
De um encontro combinado,
Dizem que ela está ausente...