sábado, 9 de março de 2013

un chien andalou - Un Perro Andaluz (Dir. Luis Buñuel), Versión Restaurada en 2003. - Vamos criar novas vanguardas para o século que desperta!

http://filmesonlinetocadoscinefilosvideos.blogspot.com.br/2013/08/um-cao-andaluz-1929-direcao-luis-bunuel.html
Link


SONETO ARTE(MIO)
ao pintor surrealista Artêmio Fonseca de Carvalho Filho (Temito)

Artêmio diz que sou poeta, agora
a porra ficou séria na bagaça;
não há mais vez pra troça nem chalaça:
ao punheteiro, a promoção, é hora!

Empunho isto daqui como quem chora,
e vou sofrendo a mente atrás da caça,
que, enfim, sofregamente descabaça
o lápis que eu empunho ao vir da aurora!

E encontro o Verso!, amigo, encontro UM verso;
um verso, pra dizer que analfabeto
é a mãe!, de quem me assim classificou.

Porquanto se um artista no universo
com arte até no nome, assim seleto,
poeta me chamou, aceito, e sou...

Nhandeara (SP), 1 de setembro de 2012
Marcos Satoru Kawanami


The Temple Of Free Soul - Temito

SONHAR É PRECISO

Se aos teus sonhos outros sonhos tu somares
Sob a espera da presença do irreal,
É porque estás além dos patamares
Dos arautos da frieza universal

Continua o teu sonho e não te ponhas
Na linhagem dos pétreos, sem sorriso,
Pois os Anjos te assistem enquanto sonhas
E na terra te preparam um Paraíso...

Benditos sejam os sempre sonhadores,
Fiéis aos passes de mágicos atores,
Que transformam o devaneio em realidade

Quem não sonha do seu chão não tem ciúmes,
É incapaz de lutar contra os costumes
Que corrompem os ideais de Liberdade...

Olavo Drummond


SONETO FEROZ
a Isabelle Cristhinne Silva

Eu não quero o lirismo comedido,
conforme disse o velho e bom Bandeira;
eu não quero a bandeira brasileira
entre tantas de um mundo dividido.

Eu quero o amor geral, o Amor perdido,
difuso, tão confuso, assim sem eira
nem beira, só a vontade prazenteira
de viver sem jamais ser iludido.

Eu não quero este mundo decadente
que se ufana a dizer ser progressista
num suicídio lento, enquanto mente.

Eu quero é o ideal surrealista,
a doida sanidade do demente,
a lúcida loucura do autista!

Marcos Satoru Kawanami