segunda-feira, 25 de março de 2013

caminhada



CAMINHADA

Campo verde de flor favorecido,
orna-lhe uma floresta no horizonte;
encontra o mais azul dos rios sua fonte
embrenhado na mata, e esquecido...

Acenta a aquarela no tecido,
furtando-se as palavras com que eu conte
a tal exuberância sobre o monte
vista pelo pintor embevecido.

A paisagem edênica, perfeita,
retratada imperfeita nestas linhas
é só reflexo de uma mente estreita.

O Éden das esperanças todas minhas
é aquele da esperança verde eleita
rumo a qual tu, de bom-senso, caminhas.

Marcos Satoru Kawanami

3 comentários :

tonholiveira disse...



C'a minha dá...
Caminha dá,
c'a mão da, até 'camão' dá..
agora, "indo sempre reto, onde tu vai dá?"

"Camu.folhagens" colorem o chão/caminho, assim como este soneto em cores, colorem o olhar de quem lê!

Um abraço, tchê Marcos!

:o)

Marcos Satoru Kawanami disse...

Tonho,

Bah, mas o índio velho estava sumido, no más. Indo sempre reto, eu não vou dar em lugar nenhum, apenas refaço a viagem de Magalhães, gaúcho com certeza.

XD
Marcos

Sissym disse...

Marcos, lindo o que escreveu!

Como se a imagem o inspirasse.

Belo!

Bjs