sábado, 16 de fevereiro de 2013

Soneto Nacional


SONETO NACIONAL

Nasceu lá no Ipiranga a pátria amada
de um povo bonachão e sempre plácido,
mas de brio resistente ao próprio ácido
gástrico a digerir a feijoada!

Fulguras, ó Brasil da caçoada,
qual um tendão-de-Aquiles cá da América;
porque, se primas na tragédia homérica,
tua comédia é a mais esculhambada!

Mas, se ergues da Justiça a clava forte,
verás que um filho teu, se foge à luta,
o faz somente em nome da labuta;

e, ao fugir do batente até a morte,
canta mais alto seu canto guerreiro
na cadência a sambar, bem brasileiro...

Marcos Satoru Kawanami