segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

último gracejo - cena final do filme noel rosa poeta da vila


ÚLTIMO GRACEJO

Nosso amor que eu não esqueço,
e que teve o seu começo
na boléia do caminhão,
dorme hoje sem chiclete,
sem Jontex e sem boquete,
sem luar, sem pegação...

Perto de você, meu calo
tanto dói, que nada falo,
tenho medo de chorar...
Nunca mais quero desejo,
mas meu último gracejo
você não pode negar:

Se alguma pessoa amiga
pedir que você lhe diga
se você me quer ou não,
diga que você patola
a xoxota, e se atola
comigo na imaginação...

Às pessoas que eu detesto,
diga sempre que eu não presto,
que meu lar é o Tribunal.
Que eu me formei em Direito,
que eu estudei por despeito,
e defendo marginal!

Marcos Satoru Kawanami