domingo, 16 de dezembro de 2012

Torneio Internacional Cidade de São Paulo de Futebol Feminino - Seleção Brasileira de Futebol Feminino - Brasil 2 x 1 Dinamarca - primeiro gol de Érika - segundo gol de Débora, após o passe preciso de Rosana

"É o jogo da nossa vida. É vencer, ou vencer!"
(Andressa Alves da Silva)

     "É o jogo da nossa vida. É vencer ou vencer!", disse Andressa Alves da Silva, lateral da Seleção Brasileira de Futebol Feminino.
      A frase não foi dita na final do mundial interclubes de hoje, que o Corinthians venceu, a frase não foi dita numa eliminatória de Copa do Mundo ou Libertadores, a frase nem foi dita numa final de campeonato. A frase foi dita em um torneio informal promovido pela prefeitura, por uma integrante de uma seleção cuja goleira, Andréia Suntaque, já há 16 anos defendendo as cores da nossa pátria, nunca recebeu salário por isso; joga pelo ideal. Ideal estampado na frase que explica a vitória por 2 vs 1 da nossa idealista Seleção Brasileira de Futebol Feminino.
     A frase foi dita em um Pacaembu quase vazio. "É o jogo da nossa vida. É vencer ou vencer!", disse sempre menina aquela mulher.

Nhandeara, 16 de dezembro de 2012
Marcos Satoru Kawanami
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Débora, camisa 20, abraçada com Fabiana Baiana, camisa 2,
marca após passe de Rosana, camisa 8, ao fundo.

     Pelo Torneio Internacional Cidade de São Paulo de futebol feminino, o Brasil encarou a Dinamarca, líder  da competição, precisando vencer para assegurar vaga na final do campeonato. E conseguiu. Com gols de Érika e Débora, a Seleção fez 2 a 1. Hansen descontou para as dinamarquesas.
     Com o resultado, as meninas do Brasil chegaram aos seis pontos, dois a mais que a Dinamarca, que torce por uma vitória de Portugal sobre o México, em partida que acontece a partir das 18 horas, para conseguir a classificação.
O resultado começou a ser construído no primeiro tempo com Érika, que subiu mais que as escandinavas para abrir o placar em cabeceio firme, logo aos sete minutos.
     Aos 27, foi a vez de a Dinamarca assustar com um bonito chute que tocou o travessão e a trave, assustando a goleira Andréia, que nada pode fazer, senão observar a trajetória da bola.
     O Brasil respondeu novamente com a bola parada, acertando o travessão dinamarquês aos 39 da segunda etapa, quando já não contava com Marta, que deixou o gramado, machucada, no primeiro tempo.
     Aos 45 minutos, Débora recebeu passe precioso e tocou por cobertura para selar a vitória e a classificação brasileira. Ainda deu tempo de Hansen descontar, de pênalti, mas a reação dinamarquesa acabou aí.
     Agora, o Brasil espera o resultado da partida entre Portugal e México para saber quem vai enfrentar na final. Apenas uma goleada por oito gols de diferença das mexicanas tiraria a primeira colocação da Seleção Brasileira. Portugal precisa de uma vitória igual para se classificar, mas nem assim alcançaria o Brasil no número de pontos.