domingo, 11 de novembro de 2012

o ato - a verdadeira história de Romeu e Julieta - William Shakespeare - opus nº1 em Si La Fa Re


O ATO

Cortei-me a jugular, e ela sorriu,
jogando-se na poça lá da rua;
queria se afogar, e morrer nua,
bonita como aqui nunca se viu!

O sangue todo à porra me acudiu,
curando o sangramento, e em carne crua,
a um pedregulho roxo sinto a pua,
que a bela, afoita, enfia no xibiu...

Rolamos num lameiro bestial
com sôfregos apupos sem cessar
por trinta dias, que é nosso costume.

E, de tal ato ao talhe angelical,
o casto ventre seu nos vem a dar,
à luz de nossos olhos, novo nume...

Nhandeara, 10 de novembro de 2012
Marcos Satoru Kawanami