domingo, 28 de outubro de 2012

soneto manchete engraçada de jornal: DEU A VIDA PRA SALVAR A BUNDA - escrito a partir de manchete periodística que se vê no filme comédia "sábado"


DEU A VIDA PRA SALVAR A BUNDA

Eu vi Tereza andando vacilante
acerca de umas juras sem amor
que Orestes insistia, e com pudor,
em lhe cantar em verso, feito um Dante.

Pensei e agi, falei no mesmo instante:
—Tereza, tem cuidado, por favor
de tua própria bunda a aguda dor,
pois ele é sodomita, não te espantes...

Estando precavida, foi Tereza
sem mais poder conter-se, tão jucunda
sentia sua estima à pica tesa.

Porém, na xota, foi-lhe assaz profunda
a foda, que a gazeta de hoje reza
que “deu a vida pra salvar a bunda”.

Nhandeara, 28 de outubro de 2012
Marcos Satoru Kawanami

4 comentários :

Francisca Matos disse...

Lá diz o velho ditado popular: quem tem cu tem medo...

Marcos Satoru Kawanami disse...

Francisca,

Sim, é verdade.

Uma vez, um colega professor me perguntou:

- Você não gosta de cu, é?
- Não.
- Então, me dá o seu!

A partir daí, tenho dito: Gosto só do meu.

:)
Marcos

Larissa Bello disse...

Hahahaha... muito bom!
Na verdade, quando escrevi "o cheiro carbonado", quis me referir ao papel carbono que, no caso do me poema, tenta copiar os sentidos que as palavras emitem. Mas, como o próprio poema diz, é para ser livremente interpretado. Se você entende como fumaça, então que fumaça seja!

Bjos

Marcos Satoru Kawanami disse...

Larissa,

Nossa..., que imagem diferente. Achei interessante, vou tentar guardar na memória, a fim de poder escrever em algum poema.