quinta-feira, 2 de agosto de 2012

o barão vermelho - the red baron - an idealist with wings - as asas do idealismo



AVIÃO
a Santos Dumont

Dos anseios, primaz da liberdade
que resume a mecânica beleza
e, furtando do pássaro a destreza,
acaba por vencer a Gravidade.

Milênios só de ingênua veleidade,
atada na primata natureza,
contemplava a cerúlea realeza
a eterna sonhadora Humanidade...

Então, eis que não mais podendo um dia
de um Ícaro conter sua ambição,
o céu genioso enfim se renderia

à vontade voraz de criação
que no elenco da brava engenharia
conquista o ar, nas asas do Avião.

Marcos Satoru Kawanami


Soneto de Santos Dumont

No alegre turbilhão da juventude,
no esplendor do motor por explosão,
em meio de projetos a efusão,
criar o aeroplano então eu pude.

Crente no ser humano, na virtude,
tudo era festa!, tudo empolgação,
“belle époque”..., ninguém pensava não
que Marte conspirava oculto e rude.

Veio a guerra, o carrasco do progresso?;
talvez não, pois usou-se o aeroplano:
não o inventasse, agora triste eu peço!

Somente o ser humano é desumano...,
e, assim, por suicida eu quis ingresso
na morte-símbolo do ser humano.

Marcos Satoru Kawanami

2 comentários :

Adriana Godoy disse...

Marcos, originalmente belo, bem elaborado, como soe acontecer quando é você. Bj

Marcos Satoru Kawanami disse...

Adriana,

Valeu, maninha.


=)
Marcos