sexta-feira, 1 de junho de 2012

zombie strippers - as strippers zumbi - filme comédia da contra-cultura americana - filme de crítica social - filme trash proposital não por falta de orçamento - de rachar o bico - já é um clássico trash


     Filme cômico, mas ninguém come ninguém, e os republicanos puritanos podem sair ali viados, pelo menos por isso. É, porque a crítica social cai de laço em cima do Partido Republicano norte-americano, sacaneando ostensivamente à moda Caceta&Planeta e até mais porra louca ainda!
     Ah, perdão, disse que ninguém come ninguém: equivoquei-me. São as raparigas que comem os rapazes, mas comem de arrancar sangue! Uai, assim, não...
     O firme é foda, uma puta sacanagem: foda, que é bom, não tem; e as moças não abocanham um firme, a não ser para uma amputação aqui, outra ali.
     Ainda no final, um cientista, saca de um cigarro, e, fumando-o com enorme prazer visível, diz: "Não vejo muitos jovens fumando hoje em dia. Vocês deveriam fumar mais, não sabem  o que estão perdendo.". Alusão ao combate feroz ao centenário e sóbrio hábito do tabaco, a fim de dar lugar para drogas de degradação da dignidade humana.
     Metáfora lapidar do firme: a morte está atraindo cada vez mais pessoas para si. A anorexia e a bulimia matando jovens por conta de uma estética da morte, a qual vende o corpo de modelos em detrimento de seu eu interior.
     Uma frase contundente do filme: "Quero ter o luxo de não precisar pensar por mim mesma.". E outra: "Não, não quero isto que estou vendo! Não podemos ignorar a guerra, e fingir que não vemos a matança.".


Marcos Satoru Kawanami



O VERSO SIMPLES
“A vida inteira eu quis um verso simples
pra transformar o que eu digo.”
(Carissa Vieira, crítica de cinema e literatura)

“A vida inteira eu quis um verso simples”
a fim de transformar tudo que digo
em melodia amiga aos meus amigos
e inimigos, amigos que hão de vir.

Que a forma, disciplina a qual eu sigo
esquivo ao verso-livre, não me prive
do livre pensamento, e um dia em fim
eu livre me desligue do que ligo.

O verso que virá resume a vida,
une as pontas e une a unidade
do que era dispersivo e sem guarida.

A vida inteira eu quis achar verdade
em toda ingratidão desmerecida,
e o verso simples sempre foi saudade.

Marcos Satoru Kawanami

3 comentários :

byTONHO disse...



Curti, mas não Comentei!

:o)

Wanessa Guimarães disse...

Olá,
Parabéns pelo blog! Estou seguindo.
Segue lá também..

http://www.estanteseletiva.com/

Cecília Romeu disse...

Marquitos,
lindo teu soneto, aliás, como sempre. Mas pensei que seria algo mais antropofágico! :)
Beijos!