sábado, 16 de junho de 2012

soneto solilóquio


SONETO SOLILÓQUIO

Naturalmente em mim autista hermético,
o drama foi fazendo-me... dramático!,
extravasando até o esquema tático
em prol de um benefício mais estético.

Atleta mais melódico que atlético,
sou simbiose de um sopro pneumático
trompista, e artifício matemático;
e em síntese resumo do frenético.

Pois disse-me a parteira no meu parto
que eu fosse à merda!; eu ri, e teve início
a minha saga errante de Pinóquio.

E dentro do meu crânio existe um quarto
em cena teatral onde o bulício
da platéia é aplauso a um solilóquio...

Marcos Satoru Kawanami

5 comentários :

byTONHO disse...



Só, li... sou lock bicho!

"Mono, logo existes!"

ético!
ático!
é tico... há tico!

arto ício óquio!

Beleza de obra, construção de um projeto!

Feito com esmero!

:o)

Cecília Romeu disse...

Marquitos,
triste início de um solilóquio,
do parto ao palco.

Beijos!

Paulo Vitor Cruz disse...

que poema bom de se ler, viu? curto demais ele

abraço, cara.

Adriana Godoy disse...

Marcos, às vezes penso que te entendo. E gosto do que leio. Bj

Jacques disse...

Boa tarde, Marcos.
Poesia a gente não entende, apenas sente, como é o caso desta aqui.
Abraço.