domingo, 3 de junho de 2012

mini-série cornos: 1) Euclides da Cunha



EUCLIDES DA CUNHA

Não se incomode, Euclides, por ser corno;
predicados havia na tal Ana
raros em toda a fauna americana:
mais que a vaca, era boa de contorno.

Qual ninguém, pilotava bem um forno;
podia ser gazela da savana,
contudo, se ao chifrar-lhe, foi sacana:
o chifre ela lhe deu foi por adorno.

Veja bem, você foi da Academia;
pois, isso basta, vale mais que tudo!,
não vá se ater com reles ninharia.

Se seu filho também sucumbiu mudo
tentando a vil vingança, a pontaria
demonstra o atavismo em ser cornudo.

Marcos Satoru Kawanami

9 comentários :

Tsu disse...

Olá Marcos.
hehehe só vc mesmo para acalmar o Euclides com essa lira!
Ah sim...Loki é o deus da traça na mitologia nórdica e os quadrinhos da Marvel trabalham com quase toda a mitologia nórdica nas obras de Thor. E sim..é inegável vermos chifres e pensarmos de forma pejorativa, sendo que em cultos antigos, havia referências á fertilidade, força, coragem e poder na representação dos chifres.
bjs

Marcos Satoru Kawanami disse...

Tsu,

Chifre, pra mim, é corno, e corno é referência à mitologia mundial do culto antigo de mandar o guampo mesmo.

=D
Marcos

Adriana Godoy disse...

Marcos, além desse soneto ao Euclides, osoutras que não tinha lido encamtam e pervertem, incomodam e fazem rir. É arte, meu amigo, é arte! beijo

Adriana Godoy disse...

Digo, encamtam, digo, os outros...

Jacques disse...

Boa noite, Marcos.
Acredito que, na natureza, chifres possuam duas funções, serem usados como arma para disputar as fêmeas ou território e um artifício para que o animal pareça maior aos olhos do oponente.
Já na espécie humana eles não são nem uma coisa nem outra, e sim motivo de piada, mesmo.
Abraço, Marcos.

tonholiveira disse...



COR nos cornos...
Colo...ri...dos!
Servem também para B...errantes!

:o)

BAR DO BARDO disse...

atavismo era crença, tratada como fato científico.
cornismo é fato, mas quem toma ciência de que traz um par na testa, não crê.

Cecília Romeu disse...

Marquitos,
é meu amigo... digamos que esse é um caso clássico de corno clássico.

Beijos!

Paulo Vitor Cruz disse...

suspeitei desde o princípio...