segunda-feira, 4 de junho de 2012

mini-série cornos: 2) Minha Nora Vidente



Minha Nora Vidente

Achei, de minha parte, coisa boa
os zelos e cuidados que agora
ao meu filho dispensa minha nora,
a qual varre, cozinha, e ensaboa.

Pois, antes, nem sequer mesquinha broa
degustava meu filho ao vir da aurora,
moído a sustentar a tal senhora
que ao banho não se dava, tão à toa...

Hoje em dia, meu filho passa bem:
a mulher tomou viço e se perfuma,
cuida do lar com ânimo também!

Mas a transformação se deu, em suma,
depois que um “anjo” lá chegou —de trem—
por benzer as mulheres, uma a uma!

Marcos Satoru Kawanami

5 comentários :

tonholiveira disse...



Eu a vi...
a cavalo dado não se olha os "dente",
é evidente!

"Anjo papão!"

:o)

tonholiveira disse...



Marquito, meu poeta estilista...

Tá lá tua sugestão com as nuvens.

VEJA no po--etica.

:o)

BAR DO BARDO disse...

espero não precisar ler a vidente para compreender as entrelinhas...

boa performance - a dos personagens - e a do autor!

Cecília Romeu disse...

Marquitos,
muito bom!
Ai tem coisa...

Beijos!

Paulo Vitor Cruz disse...

são esses que chegam sem ser chamados que estragam tudo, viu?