quarta-feira, 30 de maio de 2012

THE LEGEND OF 1900


THE LEGEND OF 1900

O barco sintetiza o nosso autismo,
o porto nos aparta do que é mal
que é terra firme afeita ao vil metal
onde naufraga todo idealismo.

Sim, em verdade, o nosso esquisitismo
é lápide funesta sepulcral
durante toda a vida. Na real,
o medo não me assalta ao pé do abismo.

Pois sei que o reles fado da matéria
é o caos quem rege, ou seja, a mão de Deus,
fazendo tudo em prol do bem maior.

E o mundo já parece uma pilhéria,
em tudo sendo bom no caos, e os meus
dias são mais reais no além melhor.

Marcos Satoru Kawanami
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Eu nunca poderei crer que o ser humano pratica o mal porque tem aptidão para o mal.

Um comentário :

T.S. Frank disse...

Olá, Marcos Satoru Kawanami!

Estou aqui por recomendação da Cissa!

É que ótima recomendação!

Bem, bem... Tive que pesquisar o enredo do filme [que já começa bem só pelo poster com o Tim Roth, e a propósito, estou prestes a assistir ao filme O Lobo do Mar - depois de ler o livro do Jack London - e é com Roth.]

Como no filme, seu poema é tão visual. Dá-nos a ideia do mar com todos os seus sons, seu mundo à parte. Afastando-nos,esse outro mundo, do mal que a terra nos dá dia após dia. E o mundo tem esse dom de ser quase um daqueles filmes de humor negro inglês... E vivê-los, com o lado do humor, pode amenizar a dor... O que não nos impede de ter nosso próprio mundo, cheios de águas verdes e azuis... Igual ao mar do Caribe...
Sobre sua observação final - talvez eu esteja imersa nas profundezas da desconfiança... De que o ser humano é mal... Mas é apenas uma visão... Pois apenas não perdi as esperanças... De que hajas provas contra isso.

T.S. Frank
www.cafequenteesherlock.blogspot.com