quinta-feira, 10 de maio de 2012

folclore do pará - peguei um ita no norte



FOLCLORE DO PARÁ
- versos alexandrinos -

Mãe D’água de Belém, sereia paraense,
um folclore do Além perdido na floresta!
Folclore, Mário, é risonho o que te resta
depois daquele herói que até a morte vence!

Folclore, Marcos, é vento o que te pertence
sem caráter nenhum; contudo, é pedra esta
mostra de solidez, a qual cinzel reqüesta
até virar Pietà no Louvre amazonense.

Mãe D’água canta, fala à toa, engana agente
até da KGB, e vai comendo, vai,
tal indiazinha vai assim comendo a gente...

É... Disse cunhantã lesa que sabe mais
patuá que Pajé: —Fica esperto, maninho,
mulher bonita dá sorte ao azar mesquinho!

Marcos Satoru Kawanami