segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

sonnet to the 21st century - "Eu sou a voz que clama no deserto." - escatologia - poema escatológico - mensagem de fé - versos incidentais de Geraldo Vandré e Vinicius de Moraes - è finita la commedia - final do blogue - the end of the blog - Fui!

SONETO AO SÉCULO 21

Ego sum vox clamantis in deserto,
falou o João Batista bem, na hora;
e, em sendo hora do bem, vamos embora
pois esperar não é saber, de certo.

Soam clarins a todo ouvido aberto,
e fulge a aurora eterna, a eterna aurora
que tudo e tanto e sempre revigora,
a fim de o Éden disto vir ao perto.

É tempo, e tempo há para quem clama
de sede e fome em cada constrição
buscando a vida com o ardor da chama.

E, perdoando, chega-se ao perdão
final do fim amando o Bem que ama,
a comungar do amor em redenção.

Marcos Satoru Kawanami
...
Trilha sonora do blogue: http://blip.fm/mskawanami

4 comentários :

Henrique Pimenta disse...

A voz que clama, chama. E a chama do Amor eternamente perdura.

Excelente soneto!

byTONHO disse...



Sóculo ao Seneto twenty one!

exc.ELE.nte!

:o)

Paulo Vitor Cruz disse...

século 21 só não, universal... soneto para todas as eras..

abraço, cara.

Adriana Godoy disse...

tu sonetas, eu não! bom demais, um primor. que o fim seja só metafórico.beijo