sábado, 7 de janeiro de 2012

não é a terra aqui



NÃO É A TERRA AQUI

O mal que timbra a tua natureza
não orna com teu rosto, e a desfigura
se, quando a vejo, a vejo sempre pura
no anseio de despir tua vileza.

Mas, se no cativeiro vês-te presa,
e ouvido deste a vozes de amargura
que invertem dos valores a candura,
a tua liberdade é uma certeza.

Não tarda o dia alegre da Verdade,
o dia virá célere, sorri
e apaga da visão toda maldade.

Se na visão contente já te vi,
despreza o sofrimento desta grade
terráquia, que não é a terra aqui!

Marcos Satoru Kawanami

2 comentários :

MIRZE disse...

Olá Marcos!

Quem é vivo sempre aparece!

Belo soneto!

Beijos

Mirze

Marcos Satoru Kawanami disse...

Mirze,

Quantas pessoas no planeta entenderão este poema?

BjóKawanami