terça-feira, 17 de janeiro de 2012

soneto em redondilha maior: bordado



BORDADO

O meu corpo é um novelo
do linho mais amarelo,
minha vida é desfazê-lo
no verso do amor singelo.

Nas tantas noites que velo,
castigando o cotovelo,
as rimas a quem apelo
são a voz do mudo zelo.

Assim, eu deixo um bordado
neste planeta a quem tem
lido o que tenho deixado.

Se acaso você também
tem-me igualmente estimado,
borde-me aí do seu lado.

Marcos Satoru Kawanami

4 comentários :

tonholiveira disse...



Tu tens bordado?
E dado... tu tens?!

:o)

Marcos Satoru Kawanami disse...

Tonho,

Ih, ó o cara, aí... Te fecha, gaúcho macho!


;p
Satonto

Jaime Guimarães disse...

"Se acaso você também
tem-me igualmente estimado,
borde-me aí do seu lado."

Isso é melhor do que as cantadas do pedreiro on-line! Resta saber se algumas moças vão entender...SUAS LINDAS! =D

Cissa Romeu disse...

Marcos,
lindo!

Jaiminho (respondendo também ao nosso amigo Jaime), às vezes nós mulheres não queremos entender, apenas sentir! rsrs

Abraços aos dois.

Maravilhoso, Marcos!