quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

soneto de mais tardes - rimas raras em ola - rimas ricas em ola



SONETO DE MAIS TARDES

Quando for para amar, quero a criola
cabocla mesmo, índia do serrado;
meu peito aberto franco despojado
anseia dentro em si aquela pô-la.

Em um cotejo ao léu, parece tola
qualquer moça ou mulher que tenho amado,
se da cabocla ponho lado a lado,
alçando vôo, suave pomba-rola...

A criola cabocla brasileira
cativa do desdém a segurança,
driblando assim a concorrência inteira.

E eu gosto porque gosto da lembrança
da nossa breve tarde prazenteira,
que guardo de mais tardes esperança.

Marcos Satoru Kawanami
...
Trilha Sonora: http://blip.fm/mskawanami