sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

sempre apenas



SEMPRE APENAS

O que eu amava era o próprio Amor,
e eu não sabia, e ia procurando
em tudo quanto ia assim amando,
e sempre assim achando a rima dor.

Então, vejamos, põe zelo, leitor:
difuso guia, ao cego mais cegando,
fazia eu de mim mesmo sempre e quando
metáforas tirava de uma flor...

Agora, sendo finda a primavera
atípica e hostil dos anos meus,
ameno é o verão por sobre a terra.

Entendo a busca, a qual então se deu.
e pela qual o errante tanto erra
amando, em tudo, sempre apenas Deus.

Marcos Satoru Kawanami