domingo, 20 de novembro de 2011

gabriela


GABRIELA

Os meus versos sem sentido
só têm senso por aquela
que meu tino decaído
de manhã, à noite, vela.

Foi, de um peito, subtraído
o estro rubro em esparrela,
e o cérebro há percebido
a mais cândida seqüela.

Tendo, assim, da vida o viço
mais festivo e intenso dela
sorvido em leito castiço,

emolduro na janela
um altar a seu serviço
pagão para Gabriela...

Marcos Satoru Kawanami

4 comentários :

Jacques disse...

Belo poema,Marcos.
Gabriela é um clássico da literatura e foi uma novela de sucesso.
Pena que hoje em dia a Sonia Braga tenha pego a mania de fazer recauchutagens no corpo, a lá Ana Maria Braga.
Sobre meu texto, eu li um bocado sobre mitologia grega e é sempre a mesma coisa, a pessoa está dando uma volta, aí aparece um deus qualquer e a pune por algo que ela não teve culpa alguma.
Como achei isso absurdo, resolvi tirar sarro.
Abraço e valeu a visita.

byTONHO disse...



"A Maria Gabriela,
já foi bela,
hoje, cheia de prega
tal qual Sônia BRAGA
num caminho brega,
descortinam na janela
desta tal TV-NOVELA!
"

→ Acho que o MIX das BRAGA com GABIs, foi influência do comentário acima...
"Já Quis tá", assim fica!

"BraguiELAS... belas foram!"

:o)

Adriana Godoy disse...

Marcos, bom demais ler seus escritos. Como sempre. Beijo

Paulo Vitor Cruz disse...

o video de abertura da novela me trouxe a tal da saudade do tempo q não vivi.