domingo, 20 de novembro de 2011

gabriela


GABRIELA

Os meus versos sem sentido
só têm senso por aquela
que meu tino decaído
de manhã, à noite, vela.

Foi, de um peito, subtraído
o estro rubro em esparrela,
e o cérebro há percebido
a mais cândida seqüela.

Tendo, assim, da vida o viço
mais festivo e intenso dela
sorvido em leito castiço,

emolduro na janela
um altar a seu serviço
pagão para Gabriela...

Marcos Satoru Kawanami