quinta-feira, 6 de outubro de 2011

bordado


BORDADO

O meu corpo é um novelo
do linho mais amarelo,
minha vida é desfazê-lo
no verso do amor singelo.

Nas tantas noites que velo,
castigando o cotovelo,
as rimas a quem apelo
são a voz do mudo zelo.

Assim, eu deixo um bordado
neste planeta a quem tem
lido o que tenho deixado.

Se acaso você também
tem-me igualmente estimado,
borde-me aí do seu lado.

São Paulo, 6 de outubro de 2011
Marcos Satoru Kawanami

8 comentários :

Elisa T. Campos disse...

Bordado bem rimado com muito zelo e novelo não convém desfazê-lo.


Um abraço

Cissa Romeu disse...

Desfazer a vida, e fazer o bordado, eis a grande questão, ou seria, missão?

Abraços, Marcos!

Paulo Vitor Cruz disse...

incrível a ideia do bordado.. cá estou a filosofar em pensamentos agora.. esses são daqueles versos q a gente lê e se lembra p vida toda, ainda que não os decore (eu nunca decoro nada)

abraço cara, e parabéns pelo Bordado.

Tsu disse...

Oi Marcos...
Sim, o mundo real se mistura no mundo da ficção através dos cosplayers.

Ah curti a tirinha dos punks no postabaixo ^^

byTONHO disse...



BELO BorDADO!

"A agulhada penetra pela bordas...
só bordas, ou pintas co'meu pinto?"

Sinta-se abraçado!

:o)

Jacques disse...

Seu belo poema sobre bordado me lembrou do Fio da Vida das mitológicas Parcas, Marcos.
Parabéns.

Adriana Godoy disse...

Não sabia desse lado seu tão "romântico". Beijo

Gabriela disse...

When I see how translation translate my entry, I can not get over that this is fucked up ;/
But this sentence has done well, Marcos :)
Unfortunately this is not always "tensions and hesitations of the female sex" is often the guys are moving us out of balance: D