quinta-feira, 7 de julho de 2011

desde vila rica - um atleta que tentava ser poeta em Ouro Preto sem noção, no geral em termos de quase a totalidade da vida de cabo a rabo


Desde Vila Rica

Casa dos Contos, igreja do Carmo.
Ruas de pedra, nenhuma de asfalto.
Do tempo do rei, a um outro mais calmo,
Cecília Meireles, que viste aqui

Que valasse romanceiro tão alto?
Acrópole falsa de antes das dores,
Índio, negros, e colonizadores;
Testemunha tu, Itacolomi.

Que medo jazente ainda resta aqui?
Que jazida latente atocaiada
À noite espreita o Bairro das Cabeça?

Pedra, bebeste de sangue, não esqueças!
Perdão, Minas, fosteis todas violadas...
Pedra, olvidas?! e dá,qual sempre, flores.

Ouro Preto, 1994
Marcos Satoru Kawanami
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Eu não toco, surdo: http://blip.fm/mskawanami