quinta-feira, 30 de junho de 2011

poesia, mede tua bunda! - poesia, a moribunda

Poesia, a moribunda.


POESIA MEDITABUNDA

Pensaram, mas pensaram muito em vão
lá desde a velha Grécia até agora;
sim, ponderadamente e com demora
os mártires fecundos da Razão,

cada qual carregando seu grilhão,
às vezes a jogar a vida fora
(que a vida, se pensada, se piora),
tentaram dar ao mundo explicação.

Mas isso não é vida, minha gente;
pois, quanto mais profundo, mais se afunda
o pensador, que é tido por demente.

E não existe idéia mais profunda
de uma causa e um efeito que se sente:
a bosta cai na água sobe à bunda!

Marcos Satoru Kawanami