quarta-feira, 29 de junho de 2011

nada além nada além nada além nada além nada



ALÉM NADA

Na terra do além nada, eu paro e cismo
como fôra a passada Humanidade
atada na ganância e na vaidade,
quando loucura havia em despotismo:

Loucura dos instintos do egoísmo,
loucura dos amores e saudade,
loucura dos furores da maldade,
loucura que acabou em cataclismo...

Mas enfim, eis-me aqui na tão sonhada
era regrada e santa da razão,
a qual reina na terra do além nada.

Aqui serei feliz, todos o são;
entanto, o exílio da velha morada
mantém-me de poeta a maldição!

Marcos Satoru Kawanami