terça-feira, 17 de maio de 2011

La Mécanique du Monde - the human machine - René Descartes - discours de la méthode - cosmogonia e mecânica celeste - epifania

Ele pensa; logo, pode sê-lo; logo, pode selo; logo, eu o selo!


SONETO CARTESIANO

Meu fardo é leve, disse Jesus Cristo;
porém por muito tempo eu iludido,
de racionais sofismas imbuído,
o mais óbvio por mim não era visto.

Redenção nada tem a ver com isto
de A mais B vezes C que é dividido
por um D que nos deixa subtraídos
do convívio divino, tão bem quisto.

A razão é apenas instrumento,
tosco reflexo na terrena lida
da vontade real, do sentimento.

Ao revelar-se a sorte prometida,
a esmo tem-se todo provimento
na sem-razão do amor da fé da vida.

Marcos Satoru Kawanami
....................................................

"Será que o feminino de Ateu é Atoa?"
(Descartes, dans le discours de la Mettre Tout)


POSTULADO: "Eu tenho uma política, que é a de não fazer propaganda do que é bom."
(Carla Karmann Ghia, colega de turma)
COROLÁRIO: "Voltando ao jeito das comunidades cristãs primitivas, vamos rezar missa escondido, que até o Ozzy Osbourne vai querer experimentar."
(Pai Nilson, contribuindo com seu know-how)


    Como diria Chico Lang: "Bem, meus amigos, a verdade é que..." nossos corpos são máquinas sofisticadas, mas máquinas mesmo(!), que inclusive evoluem por mutações genéticas. Máquinas que se reproduzem. Mas, pergunto: de onde vêm as vontades da tua máquina? A consciência de ti mesmo e tuas vontades íntimas podem pertencer à máquina que tu habitas? Pensa tu. Eu creio que não; do contrário, tu não terias vontade, mas apenas reflexo material sem consciência, conforme um espectador observa uma reação química ou um desencadeamento de atos mecânicos alheios a si. As vontades te fazem ser, e saber que é. Mora naquela parada de "força de vontade"? Assim também, a Vontade que impera sobre esse mundão aberto sem porteira coordenando a Natureza é que nos faz evoluir, materialmente pelas referidas mutações de genes, e intelectualmente pelas vivências decorrentes da evolução da matéria.


"Amigo que é amigo, o é sem nem saber por quê."
(Rolando Boldrin)

Reincidente em Antares: http://blip.fm/mskawanami