sexta-feira, 27 de maio de 2011

Os Portugas - sátira a Os Lusíadas - oitava rima - poema épico - epic poem - Luís Vaz de Camões




OS PORTUGAS

CANTO I

(antes da ressurreição)

1
As armas e os barões atrapalhados,
Que da acidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes insultados,
Passaram muito além da mente insana
Em pegas-pra-capar desnorteados,
Mais do que os que estimula o rum-de-cana,
E entre gente mais torta edificaram
Novo Reino, que tanto avacalharam;

2
E também as piadas gloriosas
Dos Portugas que foram difamando
O bom-senso, e as terras viciosas
Do Brasil foram só bisbilhotando;
E aqueles que por obras desastrosas
Vivem da lei da morte se esquivando;
Sorrindo espalharei por toda parte
A desmesura em Vênus, Terra e Marte.

3
Cessem do nécio Gago e Paraíba
As confusões heróicas que aprontaram;
Cale-se de bombinha e de biriba
O furor da mamãe que provocaram,
Pois o portugo peito é sempre arriba,
De quem Neptuno e Marte assim zombaram:
Cesse tudo o que a Musa velha arrota,
Que furtivo é o peido que se nota.

4
E vós Sátiros lindos, pois criado
Tendes em mim um novo pervertido,
Se sempre em verso liso e bem safado
Celebrei vosso mato divertido,
Dai-me agora um som alto e perfumado,
Um estilo maldoso intrometido,
Por que, de vossas moitas, Febo diga
Que saiu assustada a Rapariga.

5
Dai-me uma pemba grande desejada,
E não um clarinete ou flauta ruda,
Mas a tuba canora avantajada,
Que ao peito ascende e a cor ao gesto muda;
Dai-me esse entusiasmo da gozada
Gente vossa, que ao Riso tanto ajuda;
Que se espalhe a pilhéria no universo,
Se tanto despautério cabe em verso.

6
Manuel Joaquim, herói da nossa gente,
Partiu de Portugal mui furibundo
Com o Destino, este indecente,
Que o confiou nas mãos do Velho Mundo;
E arribou no Brasil, todo contente,
A fim de mergulhar até o fundo
Num barril generoso de cachaça;
Vê-lo assim dava gosto, dava graça.

7
Depois de beber tal tonificante,
O portuga quedou-se a lamentar:
Queria ver Maria, sua amante;
Largado ao celibato do além-mar,
Encasquetou a idéia no talante
Que, no Brasil, preciso era casar;
Esteve por alguns dias inquieto,
Carecia escrever o analfabeto.

8
Então, para Maria enviou
Uma fosfórea caixa, em sinal
Do grande amor que sempre despertou
No seu portugo peito angelical
A boca desdentada que beijou
Numa moita dum bosque em Portugal;
Mas, dos fósforos não valeu nenhum,
Pois Manuel testara cada um.

9
Sequioso por ler a correspondência,
Manuel pedia a Pedro, mais letrado,
Que lesse em alta voz com diligência
As cartas que enviava o ente amado;
Em uma nobre mostra de demência,
Os ouvidos de Pedro eram tampados
Pelas mãos do portuga cauteloso
Em preservar o assunto sigiloso.

10
Maria de Oliveira Corrimão,
Desde sempre beata de carreira,
Levava sua bíblia na mão,
Levava sua vela na algibeira,
Deixava mui feliz o sacristão
Cuja cara luzia prazenteira;
Esta mulher, portuga exemplar,
Chorava o Manuel no além-mar.

11
Maria se aprazia em contemplar
Todos os santos feitos de madeira;
Gemia de fervor ao pé do altar,
Tamanha a sua fé tão verdadeira;
Deixava mesmo até de respirar
No momento da reza derradeira;
Pois é santa a portuga concubina,
Que agrada ao homem que não é sovina.

12
Com os pretos mostrava caridade;
Sem racismo, pintava-os de cal
Dando a todos a sua claridade;
Segurando a brocha pelo pau,
Conheceu uma sã maternidade,
E assim tão pura nunca se deu mal;
Entanto, Manuel ia sofrendo,
E na testa um ornato ia nascendo.

13
Manuel, sendo burro mas não besta,
Arranjou outro amor, e sem tardança
Fez o Pedro escrever uma funesta
Missiva, pondo cabo à esperança
Da Maria lograr pela fenestra
Penetrar no Brasil da maré-mansa;
A portuga, ficando em chão natal,
Lamentou ter nascido em Portugal.

14
Manuel se enfeitou e pôs gravata
Para ir ao encontro triunfal
Da musa que do samba é diplomata,
Que neste mundo não acha rival;
Ele se enrabichou pela Mulata,
Riu-se do sem-sabor de Portugal,
E três dias passou tirando e pondo;
O quê?, a bem dizer, é o que não sondo.

15
Por nossa estranha sina sobre a Terra,
Por tudo que acontece sem razão,
Aqui dá-se um milagre que aterra
Na vida do portuga bom varão:
De repente a Mulata um dia berra,
Notando que lhe cresce um barrigão;
Passados nove meses ansiosos,
Os papais se contentam de orgulhosos.

16
A fim de sustentar a farta prole
Que se seguiu depois do matrimônio
(Nota-se que a Mulata muito bole,
Esta obra divina e do demônio),
O Manuel deixou de corpo mole,
E teve que arrumar labor idôneo;
Fundou o brasileiro botequim:
Esta instituição nasceu assim.

17
Pra consolar Maria em Portugal,
Lamentando perder pra brasileira,
Manuel lhe enviava genial
Mistura de farinha bem caseira
Pra emprenhamento não convencional;
Maria prenhe, diz ele sem eira:
“Que coisa nova, que coisa epilética!
Caralhos, criei a Porra Sintética!”

18
Teve também um caso de exceção:
Afonsinho em Lisboa, viu seu pai
Jogando a um mendigo um só tostão;
Já chegando ao Brasil, deu muito mais,
E o menino, confuso da razão,
Pergunta: “Por que aqui tanto assim dais?”
Responde o pai, risonho e zombeteiro:
“Porque este, além de tudo, é brasileiro”.

19
Manuel nunca quis o casamento
Da filha com o velho Raoni;
Pois, exigiu do índio provimento
Além do que podia um guarani;
Havia de ter membro de jumento
Esta caricatura de Peri;
Sem vacilo, a resposta logo veio:
O índio ia mandar cortar no meio!

20
Da Mulata com nosso Manuel,
Ao mundo veio gente indefinida
Que eu não ouso pintar neste papel;
Do índio com a filha divertida
Dos, tenros qual jasmim, beiços de mel,
Nasceu robusta a raça prometida,
A raça malandrinha e fuxiqueira,
A raça da brava gente brasileira.

21
Depois veio a nascer Macunaíma,
O grande mal, a grande tempestade
Que se espreguiça e nunca sai de cima
De uma rede de luxo e de maldade;
E se seu pai louvado cabe em rima,
Deus salve a pena de Mário de Andrade
Que aos povos deu o povo em prosa e verso,
E aos novos deu um novo senso emerso.

22
Voltando ao Manuel, bom português,
Dou fé que um nobre amigo ele arranjou;
O amigo aqui chegou, fazia um mês,
Do distante Japão, e se casou
Feliz com uma doida o japonês;
Pouco custa antever o que passou:
História com portuga e nipolino
É um belo monumento ao desatino.

23
Tendo um filho, o japona quis um nome
Que cá servisse em plaga ocidental
Para o menino nunca passar fome
Ou carestia, ou mesmo passar mal
De diarréia, que tanto consome
O siso do malandro e do boçal;
Querendo batizar o rapazinho,
Foi atrás do portuga, seu vizinho.

24
No boteco, o portuga bonachão
Contemplava a poupança já capenga
Da tal Mulata amor de perdição,
Quando entrou o japona lenga-lenga
Atrás de um nome a dar ao seu varão,
E, sem saber, criou uma pendenga
Compreendendo torta a sua mente
O que disse o portuga simplesmente:

25
“Sugiro que o menino venha a ter
Um belo nome, qual Sebastião,
Vulgo: Tião, herói que há de volver
De Arábia com a glória da nação”;
E o nipolino, sem nada entender,
Deu, à palestra, sua conclusão:
“Sim, gostei do Sugiro, obrigado;
Assim vai se chamar este abestado”.

26
E quando o japonês ficou doente
Já morrendo na cama do hospital,
Dizia: “Soro... caba” falecente
Nos braços do portuga prantinal;
Até que em fim, sem mais e de repente,
Bate as botas o japona, de tão mal;
“Mas, o que foi?”, se assusta o enfermeiro
Chegando bem no instante derradeiro.

27
“Não sei; morreu assim este infeliz;
Apenas Sorocaba ele lembrava,
Urbe talvez de antiga cicatriz”;
Com cara mais atenta e muito brava,
Lamenta o enfermeiro todo gris:
“Pudera, Manuel, você pisava
Na borracha do soro glicosado:
O morto faleceu esfomeado!”

28
No enterro do japona, dá-se o cúmulo
Do orgulho, vaidade e despautério
Quando Manuel, junto ao val do túmulo,
Com voz grave discursa muito sério
E cai-lhe a dentadura de tão trêmulo
Naquela cova chã do cemitério,
Mas, altivo, inda diz num improviso:
“E... leva este meu último sorriso!”

29
Na saga valorosa do imigrante
Alemão, japonês e italiano,
A morte formidável é constante,
Como é constante o esforço sobre-humano
Por fazer que o portuga mais de adiante
Do ítalo, nipônico e germano;
E resta-lhe berrar feito uma anta:
“A minha lança é dura, e se alevanta!”


30
Mas, se todo cristão é português,
E Portugal é toda a cristandade,
E mesmo o bacalhau norueguês
Perde em fé pra portuga qualidade,
A escolha está a gosto do freguês:
Tem salame, toicinho e brevidade;
Tem gente, que fugindo do tridente,
Foi plantar cruz em cada continente.

31
Findo o Império, veio o preconceito
Para com o portuga bigodudo
Por parte dessa gente sem respeito
Que pensa ter brasão e poder tudo
Tão somente porque, digo sem jeito,
Parece que o portuga é orelhudo;
Abaixo ao preconceito, minha gente,
A quem se faz de cérebro carente.

32
Nem todo português se debilita
Diante do malandro tropical;
É o caso do portuga que arrebita
Arrebita arrebita o berimbal
Da Mulata que nunca facilita
Fazendo na avenida o Carnaval;
Salve o Moreira, o Souza, o Oliveira,
Coringas da folia brasileira!


33
Como é certo que um dia tudo finda
Neste planeta pleno de incerteza,
Vou dando cabo nesta história linda
Da raça enobrecida à fortaleza
De um caráter ereto, e mais ainda
Soberbo de façanha à portuguesa;
Pois eu vi quando tudo teve fim;
Foi numa noite, lá no botequim:

34
O turco Farid, grande cobrador,
Tinha brio por jamais se alienar
Do dinheiro, razão do seu amor
Todo feito de débito à cobrar,
E nesta noite quis ver o senhor
Davi, judeu ferrado a não pagar;
A dívida imensa do judeu
Foi razão que com tudo feneceu.

35
Armado de pistola, o turco disse
Ao judeu que de lá não sairia
Sem que a cor do dinheiro ele visse,
Sem saber que Davi se mataria
Para que assim a dívida sumisse
No pó que volta ao pó da sesmaria;
Porém, o turco tira o seu chapéu,
E vai cobrar a dívida no céu.

36
Mortos Farid e aquele fariseu,
Manuel, empolgado, os imita
Arrebentando à bala o crânio seu;
A Mulata lamenta e se agita
Com a frase que não compreendeu:
“Ora, pois, que não perco esta grita
Nem que esteja bem morto lá no céu!”
E o portuga morreu, assim, ao léu.

37
Morte gozada, morte um tanto besta
Esta morte portuga, lusitana;
Se eu pudesse, fazia uma reqüesta
Para ressuscitar a mente insana
Do Manuel, herói desta palestra,
Que é portuga, sambista e pé-de-cana;
Quero que Deus ao mundo ele nos mande
Para do mundo a Deus dar parte grande.



CANTO II

(a ressurreição)

1
Recolhendo os miolos espalhados
Pelo chão, a Mulata dedicada
Implorava o perdão dos seus pecados,
Alegando, bastante melindrada,
Sem querer terem sido praticados,
Pois a fé para ela era sagrada:
“Saravá, Santo Antônio de Lisboa!
Tem pena desta filha de Gamboa.”

2
“Pois que se sempre obrar foi minha sina
Pelo bem do Portuga, meu marido,
Por quem perdi as graças de menina,
Tendo meu lorto muito padecido,
Afasta-me, senhor, desta prantina,
Que hás de ficar contente e ressarcido;
E juro que se tal se assuceder,
Eu deixo o samba... eu deixo de beber.”

3
Santo Antônio bondoso, enternecido
Por tamanha, singela e pura fé
Da Mulata que sempre tem vivido
De dar tudo por um copo de mé,
Considerou ser justo e merecido
Seu interceder junto à Santa Sé;
Posto que uma figura assim lendária
Não merecia tal morte ordinária.

4
Manuel levantou, de um salto, são,
Exconjurando, fulo, Santo Antônio
Que não o deixou morto em paz no chão
Junto da companhia do Demônio
E suas diabinhas de plantão
Que se davam a ele em matrimônio;
O Manuel até no Purgatório
Tinha que ser portugo e ser notório.

5
Dona Mulata quis comemorar
A feliz, conjugal ressurreição;
Saiu com seu portuga pra jantar
Cheia de si, conforme a tradição
Muito afeita ao estilo popular
De fingir que jamais meteu a mão
Num prato de comida transbordante,
Fazendo-se de chique, de importante.

6
O portuga, que nunca em restaurante
Havia acomodado o seu traseiro,
Rebolou-se por dois ou três instantes
Qual se fosse em batalha um guerreiro
A perder a saúde e o talante
Entre a faca, o garfo e o saleiro;
Queria uma azeitona alfinetar,
Porém ela insistia em escapar.

7
Até que, com respeito, o garção
Disse: “Não é assim, caro senhor”,
E com habilidade e destra mão,
Fazendo o Manuel mudar de cor,
O fruto alfinetou no bandejão,
E em frente do portuga veio a por
Garfo com azeitona qual troféu
Dando afronta ao sisudo Manuel.

8
Mas o nosso herói não se amofinou;
De ar encheu o peito, juntou tino,
A Deus e ao mundo a alma encomendou,
E com tanto conluio assim divino
Que a lusitana gente auxiliou,
Safou-se do garção num desatino:
“Pegaste a azeitona, sim, bem vi,
Mas primeiro eu cansei-a para ti!”

9
Quanto espírito!, quanta inteligência
Vemos aqui na vida lusitana;
Que tato!, que sensata interjumência
Além do terrenal, além de humana
Concedeu-se por Deus com diligência
À raça que dobrou a Taprobana,
E entre gente remota construiu
O Império, a quem tanto divertiu.

10
Gigante, Adamastor é uma imagem
Símbolo da grandeza sem igual
Nascente da vontade e da coragem
Para vencer a mofa, porco mal
Oriundo da ignóbil vassalagem
Sofrida por quem vem de Portugal:
Adamastor, com garbo varonil,
Fez-se peão de obra no Brasil.

11
Eu, outro dia, lendo um bom jornal,
Me informei da atual situação
Em que vive a família em Portugal;
As mulheres evitam concepção
Com um costume casto e virginal:
Lá, varão só se deita com varão,
E o boiolismo agora é permitido
Com aval da moral e do marido.

12
Assim é o bravo povo belicoso
Que em Porto Cale fez-se florescer,
Que desde Lusitânia, chão formoso,
Se arrojou para o mundo submeter,
Cujo Império tão vasto e glorioso
Avistava primeiro o Sol nascer;
E, portanto, também para se amar
Eles põem as espadas pra brigar.

13
O valor português será lembrado
Mesmo que, para isto, em castidade,
Cujo voto é tanto celebrado,
Tenha eu que viver feito um abade
Rezador, penitente e respeitado
Pelas mulheres da boa-vontade;
Pois à vida voltou para ser grande
Nosso herói que faz rir por onde ande.



CANTO III

(haja paciência)

1
Estando, certa vez, no elevador,
Manuel observou gentil inglês
Que ao flato de uma jovem, com pudor,
Disse ter sido seu, sendo cortês;
Pois então adentrou lá no ascensor
Velha gorda a peidar sem timidez
E o Manuel: “Os peidos da velhinha
Que agora entrou, são todos culpa minha!”

2
Mas, pior foi no bonde certo dia
No tempo desta elétrica carroça;
Chovia muito, sim, como chovia!
E o bonde era aberto, que palhoça...
E o portuga sozinho lá seguia;
“Pois, troque de lugar, ora que troça!”
Mas vendo que não tinha mais ninguém:
“Trocar até queria..., mas com quem?”

3
Também logo chegando ao Brasil,
O primo do portuga padeceu
A gozação, galhofa, troças mil
Devido ao nome que seu pai lhe deu:
José Veado, que nome mais vil...
Pois, em cartório, outro recebeu
E por escolha própria foi chamado
Não mais José, porém Vasco Veado.

4
Bem, este primo teve um triste fim,
Mas digno de honrado lusitano;
Foi quando encendiou-se o botequim
E Vasco cometeu um ledo engano
Com o extintor que dizia assim:
“Cabeça para baixo contra o plano”;
Pobre Vasco acabou carbonizado
De pernas para o ar, muito esforçado.

5
Sem graça com a fama que lhe dava
Todo o povo de ser tonto e tapado,
Manuel, furibundo, matutava
Num jeito de ser bem considerado;
E, para tanto, pouco lhe faltava:
Era só estudar, ser mais letrado;
Um professor de lógica arrumou
Que ao Manuel assim o ilustrou:

6
“De lógica o mundo está formado,
De bom-senso é que a lógica se embasa;
Por exemplo, discípulo estimado,
Acaso você tem cachorro em casa?
Se tem, tem filhos; não é, pois, veado.”
Com este exemplo doido, esta vaza,
Claro que era portuga o professor;
Perdoa-me Jesus Nosso Senhor!

7
Mais doido ainda foi o que se deu
Quando o amigo Pedro perguntou
Sobre a lógica, “coisa de sandeu”,
Ao que o portuga logo secundou:
“Tem cachorro no doce lar de seu?”
E Pedro: “Não, com bicho não me dou”;
“Logo”, fez o portuga entusiasmado,
“És bicha, um boiola, um veado!”

8
Eis sutileza!, eis vigor mental
Peculiar à raça lusitana
Que há de ser interna de hospital
Dando a luz à Ciência Americana
Cujo amor se sublima a Portugal
Nas piadas gozadas tão sacanas
Deste bardo que em seu delírio canta
O portugo valor que se alevanta.

9
Este valor já vem de antiga data
Quando do Manuel um ancestral
Em uma expedição brava e sensata
Acabou bem, mas quase se deu mal
Procurando uma nova rota exata
Rumo à Índia submissa a Portugal;
E por causa de um vento mui cortês
O Brasil é um erro português.

10
Em vez de achar a Índia, o lusitano
Encontrou com as índias tropicais,
E no seu apetite tão profano
Aderiu aos costumes canibais
Abocanhando dez índias por ano
A se fartar até não poder mais;
E desta comilança doida acaba
Que o brasileiro tem um pé na Taba.

11
Dirigindo seu carro, embriagado,
Duma feita o Mané fez uma cena;
Tendo a polícia tanto atormentado,
Inda disse com voz a mais serena:
“Cachaça não me deixa embriagado.”
Pois, deu-se alteração na sua pena
Não mais de trinta dias no xadrez,
Porém, conforme é justo, só de um mês.

12
É posto Manuel com um leproso,
O qual na cela quer meter-lhe medo;
Eis que o pérfido, podre criminoso
Arranca e joga fora o próprio dedo;
Não dando o outro mostras de ansioso,
O vilão joga um braço já azedo,
Ao que o nosso herói solta gritos loucos:
“Ó pá, o gajo está fugindo aos poucos!”

13
Depois de conseguir a liberdade,
Muito mais aprontou o Manuel
Com o seu nobre estilo e dignidade
Tanto na Terra, bem como no Céu;
De modo que, por tal enormidade
De esculhambação, falta-me o papel,
E a vocês faltaria a paciência
Para saber de tanta interjumência.


CANTO IV
(ascenção e vida eterna)

1
Já velho assaz cansado da existência,
Desgostoso a beber ardida cana,
O Manuel em trôpega cadência
Saiu com um charuto dos de Havana
A devanear sem qualquer prudência,
Pisando numa casca de banana;
Mas, antes que ele caia, o tempo pausa;
O Olimpo delibera sobre a causa.

2
Do alto do seu trono soberano,
Zeus preside o concílio divinal
Inquirindo em tom grave, puritano,
Qual será desta história o final:
“Conheço o peito ilustre lusitano,
E conheço o valor de Portugal;
Como pode um herói morrer assim
Só de queda, qual um Mané Joaquim?”

3
Vênus, cheia de amor, pudica e casta,
Contemplando o portuga, amorosa,
Despe-se, fica nua, e se arrasta
Para Zeus a rogar-lhe mui chorosa:
“Meu senhor, elogio só não me basta;
Bem sei que vós me tendes por gostosa,
Mas eu quero de vós prova cabal
De amor por vossa gaja e Portugal.”

4
Mas Baco intrometido, cão danado,
Desvelando as orgias da menina
Deixa Zeus muito fulo e corneado;
Sendo, porém, safada e feminina,
Vênus ataca por um outro lado
Fazendo-se de frágil, com prantina,
Fazendo-se de santa, piedosa,
Constipa a voz e diz toda manhosa:

5
“Se Deus é brasileiro (por que não?),
Zeus haverá de ser de Portugal,
E neste honrado posto e condição
Tem por mister trazer à imortal
Acrópole de nosso Olimpo, então,
O bravo português de estirpe tal
Digno de receber também seu culto
Mítico de piadas de alto vulto.”

6
Um amante dos gestos grandiosos,
Zeus manda Baco ir catar coquinho;
Depois, sacolejando os generosos
Músculos colossais quais de moinho,
Solta estrondos de voz mais poderosos
Que um guri pirraçando seu vizinho:
“Eu ordeno que suba o Manuel
Para entrar nas comidas cá no Céu!”

7
E assim como ele está, com vista incerta,
Língua pra fora, mãos à rivelia,
Perna no ar, braguilha meio aberta,
Dá-se com Manuel dita magia
Deixando-o cabreiro, um tanto alerta,
Sem saber para onde é que ia;
Foi subindo, subindo sempre ao léu
Com charuto e cachaça rumo ao céu...

8
Assim é que ascendeu o nosso herói
Numa ascenção de glória triunfal
Ao Olimpo que o tempo não corrói;
Livrou-se do sepulcro e pá de cal,
Ninguém lhe ofende mais, nada mais dói,
Nem mais saudade tem de Portugal;
Pois agora está livre, está contente:
Manuel Joaquim, herói da nossa gente!


Nhandeara, 17 de março de 2001
Marcos Satoru Kawanami

quinta-feira, 26 de maio de 2011

The Time Machine - Star Gate - o ciclotron que construíram na Suíça pode criar um buraco negro que nos levará para onde Judas perdeu as botas; mas vai ser legal: o lugar é bom, e otimismo é fundamental.


Eu vim do futuro dizer-lhes que
vai começar tudo de novo, ou de velho(?)

MÁQUINA DO TEMPO

A memória que guardamos na mente,
Do tempo a passagem nos faz conscientes.

Mas o passado que a gente sente
É a memória que o traz ao presente.

E esta intuição contraditória
É a máquina do tempo da memória.

Marcos Satoru Kawanami


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Para quem está achando que o mundo vai acabar, este soneto não é nem o começo. Eu não creio em fim de mundo, mesmo porque o mundo é uma bola, daí a gente fica dando volta e não chega a lugar nenhum. Então, primeiro, fazei o fundamental: ide tomar banho.




SONETO DO FIM

O fim da gravidez é o nascimento;
o fim do nascimento é dar a vida;
o fim da vida é a sorte prometida
e revivida em todo sacramento.

A infância é finda com o crescimento,
que transforma a mulher bem mais querida
ao homem já viril em sua lida;
tudo a fim de que exista casamento.

O começo do fim é o Universo,
e nele começou a Humanidade,
que, um dia, começou a fazer verso.

O verso tem por fim posteridade
se o destino não der-lhe (*) um fim perverso;
enfim, o fim do fim é a eternidade.

Marcos Satoru Kawanami

(*) "não der-lhe": o advébio de negação puxa o pronome oblícuo, mas eu fiz o contrário a fim de manter o ritmo, a prosódia do verso. Das heißt, das ist ein Esel, mein edler Kollegen.

(') and this is a pussy
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O mundo existe para a existência do homem, mas o homem existe para a existência da mulher.



terça-feira, 24 de maio de 2011

o inventor do avião - o inventor do aeroplano - o pai da aviação - Aviação - Dirigível - Graf Zeppelin - 14 Bis - Alberto Santos Dumont - inventor brasileiro - engenharia mecânica aeronáutica - motor a diesel

Alberto Santos Dumont  inventou o dirigível e o avião.

Amador da ciência, o brasileiro Alberto não patenteou nem lucrou com
suas invenções, uma das quais este precursor do ultraleve
chamado carinhosamente de Demoiselle, o qual pilotava nas visitas
aos amigos no campo.

Soneto de Santos Dumont

No alegre turbilhão da juventude,
no esplendor do motor por explosão,
em meio de projetos a efusão,
criar o aeroplano então eu pude.

Crente no ser humano, na virtude,
tudo era festa!, tudo empolgação,
“belle époque”..., ninguém pensava não
que Marte conspirava oculto e rude.

Veio a guerra, o carrasco do progresso?;
talvez não, pois usou-se o aeroplano:
não o inventasse, agora triste eu peço!

Somente o ser humano é desumano...,
e, assim, por suicida eu quis ingresso
na morte-símbolo do ser humano.

Marcos Satoru Kawanami


Além do avião, Alberto Santos Dumont inventou o dirigível.

AVIÃO
a Santos Dumont

Dos anseios, primaz da liberdade
que resume a mecânica beleza
e, furtando do pássaro a destreza,
acaba por vencer a Gravidade.

Milênios só de ingênua veleidade,
atada na primata natureza,
contemplava a cerúlea realeza
a eterna sonhadora Humanidade...

Então, eis que não mais podendo um dia
de um Ícaro conter sua ambição,
o céu genioso enfim se renderia

à vontade voraz de criação
que no elenco da brava engenharia
conquista o ar, nas asas do Avião.

Marcos Satoru Kawanami

segunda-feira, 23 de maio de 2011

falácias flácidas pró letargia bovina - Ecclesiastes - Prediger



FALANDO SEM DIZER

—Dizer o quê?,
dirá você.
Não digo nada,
se assim lhe agrada.
“Tudo que é dito,
eu só repito”
—é o que ocorreu
ao velho hebreu
rei Salomão.
Não diga não;
sim, diga sim,
e venha a mim.
Ou permaneça
no dê ou desça,
que haja desgaste
pro Eclesiastes...

Marcos Satoru Kawanami

terça-feira, 17 de maio de 2011

La Mécanique du Monde - the human machine - René Descartes - discours de la méthode - cosmogonia e mecânica celeste - epifania

Ele pensa; logo, pode sê-lo; logo, pode selo; logo, eu o selo!


SONETO CARTESIANO

Meu fardo é leve, disse Jesus Cristo;
porém por muito tempo eu iludido,
de racionais sofismas imbuído,
o mais óbvio por mim não era visto.

Redenção nada tem a ver com isto
de A mais B vezes C que é dividido
por um D que nos deixa subtraídos
do convívio divino, tão bem quisto.

A razão é apenas instrumento,
tosco reflexo na terrena lida
da vontade real, do sentimento.

Ao revelar-se a sorte prometida,
a esmo tem-se todo provimento
na sem-razão do amor da fé da vida.

Marcos Satoru Kawanami
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"Será que o feminino de Ateu é Atoa?"
(Descartes, dans le discours de la Mettre Tout)


POSTULADO: "Eu tenho uma política, que é a de não fazer propaganda do que é bom."
(Carla Karmann Ghia, colega de turma)
COROLÁRIO: "Voltando ao jeito das comunidades cristãs primitivas, vamos rezar missa escondido, que até o Ozzy Osbourne vai querer experimentar."
(Pai Nilson, contribuindo com seu know-how)


    Como diria Chico Lang: "Bem, meus amigos, a verdade é que..." nossos corpos são máquinas sofisticadas, mas máquinas mesmo(!), que inclusive evoluem por mutações genéticas. Máquinas que se reproduzem. Mas, pergunto: de onde vêm as vontades da tua máquina? A consciência de ti mesmo e tuas vontades íntimas podem pertencer à máquina que tu habitas? Pensa tu. Eu creio que não; do contrário, tu não terias vontade, mas apenas reflexo material sem consciência, conforme um espectador observa uma reação química ou um desencadeamento de atos mecânicos alheios a si. As vontades te fazem ser, e saber que é. Mora naquela parada de "força de vontade"? Assim também, a Vontade que impera sobre esse mundão aberto sem porteira coordenando a Natureza é que nos faz evoluir, materialmente pelas referidas mutações de genes, e intelectualmente pelas vivências decorrentes da evolução da matéria.


"Amigo que é amigo, o é sem nem saber por quê."
(Rolando Boldrin)

Reincidente em Antares: http://blip.fm/mskawanami

segunda-feira, 16 de maio de 2011

confissão


CONFISSÃO

Jesus Cristo amou tanto a Humanidade
que a nós ofereceu a própria vida;
além disso, uma sorte prometida
nos entregou por generosa herdade.

Quem é o caminho, a vida e a verdade,
cravou-se numa cruz desmerecida;
e, por último gesto, na partida,
de um tal “bom ladrão” teve piedade.

Tenho uma cruz no fim do corredor;
não sou ladrão, mas sou mais pecador
pela vaidade e a velha hipocrisia.

Desde criança tenho um mau instinto,
e só por teimosia é que consinto
em partilhar o pão de cada dia.

Renata Paccola em parceria com
Marcos Satoru Kawanami

sábado, 14 de maio de 2011

Se hoje foi 3 x 0 em amistoso, amanhã promete: Corinthians x Santos FC

Bagé na Granja Comary na ocasião de sua convocação.

Bagé volta a ser convocada e atua hoje como titular


       Pessoas lindas do meu coração! Neste sabadão de amistoso da seleção brasileira contra as meninas do Chile, ainda teremos homenagem para Marta, transmissão do jogo pela Band a partir das 16 horas e eis que de repente, tenho uma notícia que me deixou mais que feliz! A zagueira Bagé, do São José, vice-campeão paulista de 2010, foi convocada para atuar neste amistoso e como titular!
       E conto isso neste post com muita alegria, porque sempre lamentei a ausência da guerreira gaúcha na seleção. Sua última participação na seleção foi no Mundial de 2007. De lá para cá, Bagé deixou de integrar o elenco do selecionado, fazendo, na minha opinião, enorme falta!

       E assim, do nada, ao colocar as notícias em dia, a guerreira me chama no MSN para dar esta excelente notícia. Agora ela está em Alagoas esperando ansiosa por sua volta contra o Chile. De minha parte, resta desejar a Bagé enorme sucesso e uma exibição ímpar para que Kleiton a convoque definitivamente para compor o elenco canarinho no Mundial da Alemanha.
       Alo Kleiton! Leve esta menina com você! Não a deixe de fora da Copa!
E Bagé querida, boleira que admiro por sua raça em campo e fora dele, por sua humildade e história, VÁ COM FORÇA! =D
       E neste link, um pouco da história da guerreira gaúcha, entrevista concedida para o Futebol para Meninas.
       E porque ainda falamos de Alemanha, deixo
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            A seleção brasileira feminina venceu o Chile por 3 a 0, neste sábado, em Maceió, em um amistoso preparatório para a Copa do Mundo da Alemanha.
            Aline Pellegrino abriu o placar aos 19 minutos do primeiro tempo, depois de uma cobrança de escanteio de Marta, que fez o segundo do Brasil aos 39.
            A um minuto do fim da partida, Rosana ampliou e decretou a vitória brasileira no prepatório para a Copa do Mundo, que será realizada a partir do dia 26 de junho, na Alemanha.
            Na competição, o Brasil está no grupo D com Austrália, Noruega e Guiné Equatorial.
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LINK: maria-várzea
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SONETO CENSURADO
Sabendo que a censura não me trava,
pediram-me um soneto sem calão
pra pôr na antologia de salão
que o tal do [censurado] organizava.

Queriam até tônica na oitava,
mas nada de recurso ao palavrão.
Usei o ingrediente mais à mão,
porém sem [censurado] não passava.

Desisto. Quanto mais remendos meto,
mais roto vai ficando o [censurado].
Poema não é texto de panfleto

pra ter que se estampar todo truncado!
Pois esta [censurado] de soneto
que vá pra [censurado] [censurado]!

Glauco Mattoso
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SONETO ERÓTICO - pois sexo phode, e fool-te-ball também

Ao ferir meu sensível nervo óptico,
a forma feminina desejada
da carne exuberante e cobiçada
inspira o meu primeiro texto erótico.

Beleza de um pujante apelo exótico,
desvelo minha Vênus despojada,
desnuda por completo, abraseada
pelo pudor desfeito em cio caótico!

O quadril abundante e tão carnudo
se oferece ao olhar inebriado
do bardo sempre casto, assim sisudo.

Desprezando o pudor civilizado,
eu lhe osculo o clitóris já tesudo,
e enfim desfruto o fruto bem amado.

Marcos Satoru Kawanami
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Nós vamos invadir sua praia!

sábado, 7 de maio de 2011

É a mãe! - feliz dia das mães de árbitro de futebol


CENTELHA DIVINA

No frio aconchegante do inverno paulista,
com meu fiel cachimbo amigo sempre à mão,
adejando lembranças, nutrindo a ilusão,
a eternidade em um segundo se me é vista

a ruflar com despojo leve, idealista,
brancas asas risonhas em um céu sem chão
em que tudo foi sempre, e já é o que não
poderá nunca ser, a não ser que se insista

na palavra singela aprendida na infância,
quando as mães, com carinho e ternura sem fim,
da verdade as sementes, em suma abundância,

benfazejas, solícitas, com seu suor
plantam, no coração da Humanidade, assim,
a mágica centelha divina do amor.

Marcos Satoru Kawanami
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Rádio Patroa: http://blip.fm/mskawanami

quinta-feira, 5 de maio de 2011

TROPA DE ELITE - vencedor do festival de cinema de Berlim - ganhador do urso de ouro - Wagner Moura interpreta o Capitão Nascimento - São Paulo Futebol Clube - o estilo sãopaulino de escrever: código militar que não é, né?; será à moda emo ou James Joyce? There is no supercomputer to decodefy.

Um ato ecológico: regar o vaso.
Na privada, todos se igualam:
o corajoso se caga,
o valente se agacha,
e o malandro faz força!


Zero Um,
         Antes do mais nada, e para melhor compreenção do mais nada, faz-se mister esclarecer-te, e, ainda que limitado dentro dos limites da limitação, uma coisa que, em verdade, não chega a ser uma coisa, estando, portanto, em um nível, num plano superior ao das coisas que, por reversão, encontram-se em um nível inferior e conseqüentemente abaixo de o que anseio esclarecer-te, aproveitando o ensejo desta, antes do mais nada, para melhor compreenção deste, por ser essencial que tenhas conhecimento de algo que, como já vem referido e conhecido, estando tu dessa maneira a par do que seja, ou ainda, do que não o é, não te escandalizes com a idéia de que esta não passa de algo por demais simplório e que, de uma coisa podes estar seguro: não é uma coisa, sendo, pois, qualquer outra coisa que não uma coisa; porque é um fato, e fato tão pertinente quanto o conteúdo informativo indispensável desta pela qual aproveito o ensejo para, antes do mais nada, esclarecer-te, por meio desta e para melhor compreenção daquele, o fato de a tinta desta caneta não ser de cor alguma; pois escrevo a lápis.
         E... mais nada.

Capitão Nascimento  (em código marcial sãopaulino)
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DIGA NÃO ÀS DROGAS:
NÃO À REFORMA ORTHOGRAPHYCA!!!
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"Poema-processo é aquele texto que dá mó dor de cabeça pra quem o escreveu."
(Olaf Priol, disse mas não assume!)


"Qual é melhor: uma Vênus de Milo ou um Picasso?"
(Chico Lang, em momento de dúvida anglicana; que nosso São Jorge Guerreiro também dorme...)
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Rádio Patrulha: http://blip.fm/mskawanami

terça-feira, 3 de maio de 2011

interferência



INTERFERÊNCIA

Quando eu morrer,
em qualquer parte
um rádio receptor executará o réquiem
mais audível que já se ouviu.
E, todavia, nenhuma sintonia
em coração algum hei de encontrar
                        —serei pura onda
infinita.
E será uma lástima...
a matéria não ter cumprido com sua parte.

27-outubro-1994 Ouro Preto, Minas Gerais
Marcos Satoru Kawanami
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domingo, 1 de maio de 2011

Mesa Redonda futebol debate - TV Gazeta - Caceta Esportiva - Flávio Prado - 1º de maio dia do trabalho e 1º de abril dia da verdade: Corinthians x Palmeiras

Acontece desde a Antigüidade

"Uma coisa eu aprendi na vida: o que parece, é!"
(Flávio Prado, comentando o resultado, previsto por ele, do sorteio do árbitro para o combate Corinthians x Palestra neste domingo)


É, Flávio; mas cuidado pra não comer angu de caroço, pensando que é tutu à mineira...


Neste último dia 29 de abril de 2011, data do casamento de Prince William com Lady Kate, a jornalista Michelle Giannella apresentou o Gazeta Esportiva vestida de preto. Foi em sinal de luto, postura engatada na retaguarda feminista do esquadrão anti-pomba, ou por ultraje a rigor mesmo?


No dia do trabalho, deveria-se trabalhar mais. Só que até mãe de árbitro anda fazendo ponto facultativo.


"A ambição é o último refúgio do fracasso."
(Oscar Wilde)


1º de abril - Dia do Trabalho
Rádio Pirata: http://blip.fm/mskawanami