segunda-feira, 28 de março de 2011

love in the time of cholera - the poem of Florentino Ariza to Fermina Daza - el amor en los tiempos del cólera - el poema de Florentino Ariza a Fermina Daza - o amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez GGM el Gabo



O POEMA DE FLORENTINO ARIZA
a Fermina Daza

Eu bem sei que tu bem sabes,
se o passado não mais volta,
se o destino não nos cabe
revirar como quem solta
perfume de flores mortas,
vamos cultivar a horta
sem flores, perfume, abelhas...
Porque as joviais centelhas
do teu semblante senil
querem pica, pedem porra,
dizem puta que o pariu!
E fodemos na modorra
do nosso jardim sem flores,
sem juventude, sem rima.

25 de novembro de 2010
Marcos Satoru Kawanami


pode ser recitado também:

O POEMA DE FLORENTINO ARIZA
versão aberta ao público

Eu bem sei que tu bem sabes,
se o passado não mais volta,
se o destino não nos cabe
revirar como quem solta
perfume de flores mortas,
vamos cultivar a horta
sem flores, perfume, abelhas...
Porque as joviais centelhas
do teu semblante senil
são a zorra na masmorra,
a pólvora e o pavio.
E brincamos na modorra
do nosso jardim sem flores,
sem juventude, sem rima.

25 de novembro de 2010
Marcos Satoru Kawanami

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