sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

mocidade do pós-tudo, vintage, pagã, parnasiana e bela



HUMANA CRIATURA

Fêmea, eu sinto teu cio...; insandecida,
tu vertes pelo sexo o oloroso
fluido característico viscoso,
fingindo conversar mui divertida.

Tu dissimulas bem, és bem fingida;
pois sabes que é feroz e perigoso
o vulcão dormitante do teu gozo!,
e... faz-te de pudica margarida.

Porém, minhas narinas de mastim
farejam do Amor a essência pura,
e os olhos não me enganam tanto assim.

Então desfaz-se o anjo de candura
que dantes levitava frente a mim,
e beijo-te, oh humana criatura!

Marcos Satoru Kawanami

2 comentários :

Paulo Vitor Cruz disse...

gostei do "(...) e os olhos não me enganam tanto assim.".. achei um verso daqueles porretas mesmo, viu...

Gabriela disse...

Ah, real demais pra mim!
Gosto da deformação da vida, mais do que da vida.