terça-feira, 16 de novembro de 2010


Morte Motor

Tudo se faz devido à morte certa;
não existe quem não morra no mundo;
morrem: o rico, o pobre e o vagabundo;
um morre incauto..., um outro morre alerta.

A morte entra por toda porta: aberta,
fechada, pela frente ou pelo fundo;
e o medo deste tal fato oriundo,
a cada nova aurora, nos desperta.

E a consciência exata deste fado
é que nos move a sós ou em dueto
para gerar o santo e o condenado.

A morte leva o branco e leva o preto
ao planeta agitar de lado a lado;
e por ela eu escrevo este soneto.

Marcos Satoru Kawanami
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"Os cachorros, pelo que tenho visto nas paróquias mundo afora, são todos muito católicos, inclusive o Pastor Alemão."
(Frei Clemente Kesselmeier, em sua casa no Morro de Santa Tereza; talvez eu tenha traduzido mal)
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