terça-feira, 16 de novembro de 2010


Morte Motor

Tudo se faz devido à morte certa;
não existe quem não morra no mundo;
morrem: o rico, o pobre e o vagabundo;
um morre incauto..., um outro morre alerta.

A morte entra por toda porta: aberta,
fechada, pela frente ou pelo fundo;
e o medo deste tal fato oriundo,
a cada nova aurora, nos desperta.

E a consciência exata deste fado
é que nos move a sós ou em dueto
para gerar o santo e o condenado.

A morte leva o branco e leva o preto
ao planeta agitar de lado a lado;
e por ela eu escrevo este soneto.

Marcos Satoru Kawanami
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"Os cachorros, pelo que tenho visto nas paróquias mundo afora, são todos muito católicos, inclusive o Pastor Alemão."
(Frei Clemente Kesselmeier, em sua casa no Morro de Santa Tereza; talvez eu tenha traduzido mal)
.

6 comentários :

bella ferraro disse...

sempre ela.

Soneca disse...

o remédio e esquecer dela, bicha véia.

Me lembrou a "Tudo Vira Bosta - Rita lee"

Muito, muito...Vivo. XD

Inté

Ps:Encorporei Paulo Bono?! Misinfí, é uma honra. Tenho jeito pra escrever como homí, vai entender. Já tentou, amica?!

Adriana Godoy disse...

Pois é, ela é a verdadeira deusa. Belo soneto, marcos. beijo

LadyArt disse...

...dein gedicht ist ganz wunderbar, mit sehr tiefen einsichten...

in diesem jahr schrieb ich ein ähnliches gedicht, vielleicht magst du es ja anhören. Ein junger Dichter hat es auf meinem blog gefunden, gelesen und bei youtube eingestellt.
hier ist die adresse:

http://www.youtube.com/watch?v=jqXqKekMoDg

man sagt vom tod er spiele kleine spielchen.
zertanzt im straffen takt den atem dir
von eins nach zwei - von zwei nach drei...
und sind die würfel gut gefallen,
ist’s gruselspiel vorbei auf vier.

man sagt vom tod er tanze wilde tänze.
tanze in trance. er grinst und kirchert irr.
schwingt sich beim zischen seiner sense
durch seufzernetze, schluchzernebel
gespinst aus frost - durchs schmerzgewirr.

man sagt vom tod er hätte einen plan.
man ahnte lange wen er reißend küsst.
das leben trüg den dunklen todesschimmer,
durch jahre, wochen, stunden und sekunden,
weil er von dem verhängnis wüsst.

man sagt vom tod er sei ein guter freund.
hielt dich sein arm sei alles leid vorbei.
so still das lied an deiner totenwiege,
kein wellenschlag, kein tropfenklang,
tonlos die schlummermelodei...

man sagt vom tod dass keiner ihm entkäme,
sinnlos der wunsch, kein quantum kauft uns ab.
dem zirkel seiner macht entrinnen,
herauszuwinden, sich ihm abgewinnen.
schon ausgehoben ist das grab.


mit besten wünschen für dich und die freude und energie viele gedichte zu schreiben, die so gut sind wie dieses...

gabriele

LadyArt disse...

...der junge dichter heißt Fabian Tietz

http://fabiantietz.blogspot.com/

sehr empfehlenswerter junger deutscher dichter...

liebe grüße
Gabriele

Paulo Vitor Cruz disse...

ah, a morte....

a morte é o q mais me assombra e me fascina na vida
fico imaginando daqui como q seria ela vestida de havaianas (sim, vestindo as sandálias havaianas apenas), com a foice na mão, se preparando para tomar banho...

abraço grande.