quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Cien años de soledad - El amor en los tiempos del cólera - Gabriel García Márquez - el Gabo - GGM - Geração Roubada - Stolen Generation - Geração Perdida - Cem anos de solidão - O amor nos tempos do cólera



GERAÇÃO PERDIDA

Eu bem sei que tu bem sabes,
se o passado não mais volta,
se o destino não nos cabe
revirar como quem solta
perfume de flores mortas,
vamos cultivar a horta
sem flores, perfume, abelhas...
Porque as joviais centelhas
do teu semblante senil
são a zorra na masmorra,
a pólvora e o pavio.
E brincamos na modorra
do nosso jardim sem flores,
sem juventude, sem rima.

Marcos Satoru Kawanami
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versão original:


GERAÇÃO PERDIDA
para Fermina Daza

Eu bem sei que tu bem sabes,
se o passado não mais volta,
se o destino não nos cabe
revirar como quem solta
perfume de flores mortas,
vamos cultivar a horta
sem flores, perfume, abelhas...
Porque as joviais centelhas
do teu semblante senil
querem pica, pedem porra,
dizem puta que o pariu!
E fodemos na modorra
do nosso jardim sem flores,
sem juventude, sem rima.

Marcos Satoru Kawanami
.

3 comentários :

tonhOliveira disse...



Estás salvo caro MARCOS.

Este poema GERA coisa a pensar...
não perca as palavras nunca meu caro!

Continues gerando assim!

Abração!

Adriana Karnal disse...

Marcos,
vc foi ganhador do prêmio Asabeça? q bacana!!!

Soneca disse...

Sabia que eu amo esses poemas cheios de sonoridade? Bom, agora sabes. E eu não gosto tanto de rima como gostava antes... Estranho.

Inté
ps: "vc foi ganhador do prêmio Asabeça? q bacana!!!" [2]

Eu queria ganhar um ano de chocolate grátis, aí eu escreveria um Lusíadas!