segunda-feira, 13 de setembro de 2010

SONETO DO SÉCULO

SONETO DO SÉCULO
ao meu amado avô José Barbosa de Oliveira (1902-1997)

Primeiro a Física fez do universo,
que outrora foi euclidiano, curvo.
Porém, o humano senso ainda turvo
remanesceu atrozmente perverso.

Pássaros de aço transpassam os ares;
deu Rosa a música dos anos trinta;
mas o juvenil sangue foi a tinta
da história belicosa de pesares.

Um “Brave New World” assim foi se criando;
o mundo, dividido e unificado,
viu progresso imprevisto acelerado.

A tecnologia impõe o seu mando,
a eletrônica alcança o requinte.
Eis o turbulento século vinte!

Marcos Satoru Kawanami

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"Se você pensa que meu coração é de papel, escreva nele o endereço daquele lugar para onde você me mandou"
(Joana, na casa da mãe)

"Se você pensa que meu coração é de papel, escreva nele o romance da sua geração."
(Ernest Hemingway, fumando um charuto de Havana num terreiro da cidade baixa)


"A palavra vale prata, o silêncio vale ouro. Mas o arroto é indelével, e o peido é irrefutável."
(José Saramago traduzido para o português por Paulo Coelho)

"Eu posso me vestir feito o Falcão, porque ninguém mais queima o filme na era digital. O problema é acharem que sou arquiteto: Quem não tem culhão para ser engenheiro, nem é bicha assumido para ser decorador, vira arquiteto."
(Oscar Niemeyer, agora tá dizendo que é designer da vanguarda emo)

"Se Brasília fosse cidade boa, o Niemeyer morava lá!"
(Justo Veríssimo, o auter-ego com o qual Chico Anysio revela bem o seu id)

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