sábado, 18 de setembro de 2010

Poema Em Dois Tempos


Na infância, a gente acredita no que escuta,
e fala o que pensa.
Então, os adultos
nos chamam de sem-educação.
Depois, adultos,
a gente não crê no que escuta,
e não fala o que pensa.
Aí somos bem-educados.
(Marcos S. K., Nhandeara-2-maio-2002)


Na paz,
as pessoas mostram-te um sorriso.
Na guerra,
elas mostram-te as costas.
Prefiro a guerra; abomino hipocrisia.
Não sorrias para mim!
Dasafia-me para um duelo;
aí beijarei com respeito teu cadáver,
ou morrerei sorrindo sinceramente.
(Heather ; Maryland-1984, menina de 8 anos de idade)

Mas, Heather!, eu só queria o beijo; porque eu não sabia do que se tratava quando tu falavas em “hipocrisia”.
Hoje..., eu conheço e pratico a tal hipocrisia: sou aquele teu cadáver, e nunca terei o beijo que não tive.

Marcos Satoru Kawanami
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Se ninguém comprar, eu não fico muito triste, porque tem o lado bom: o estoque vai durar até depois do Fim do Mundo, que é pra quando o livro foi escrito mesmo.
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Aqui jaz um inocente
que a luz do sol nunca viu,
foi filho de muitos pais
e da puta que o pariu!

Bocage


Vos escreve um inocente,
que malícia nunca vê;
filho de puta sem dente,
irmão, talvez, de quem lê.

Caio Pinto Aquino Leite, meu irmão univitelino telepático adotado por força da fraqueza de lastro-ouro.
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