sábado, 24 de julho de 2010

poema físico

Eu, no curso de Astronomia da UFRJ, com voto de castidade e desobediência.



tg(a) = tg(θ) + sec(θ)

Achar a fórmula do alcance máximo
para um plano de inclinação qualquer
parece até, mas nem tão fácil, mo
disse Álgebra —da Poesia requer.

Téta inclina angularmente o plano;
alfa põe balisticamente o cano.
A diferença angular de saída
igual à de chegada é definida;

isso, para se ter máximo alcance.
Mas se o inverso do cosseno é secante,
e de cos-i! cos-á! tangente cante,
derive o barco até que a mente canse.

Pois assim, a tese alguma se chega;
somente a vista turva e se faz negra.

Os 45 de Galileu
reduz-se do que tento provar eu.

45 graus pra alcance máximo
em téta nulo e aclive uma reta,
pois que a tangente alfa a Lira disse-mo
—É a tangente mais a secante téta.

E sendo o seno nulo em téta zero,
tangente alfa é 1, como provar quero.

De modo a prestar Lira à Matemática
grande auxílio. Que corrobore a Prática.

Marcos Satoru Kawanami
.

11 comentários :

Lara Amaral disse...

Interessante poema, boa construção.

tonhOliveira disse...



Ô marCÃOzinho!

Sinto muito,
meu au! au! au! "aucance" é mínimo...

Ah! ah! ah! ah!dorei!

abraCÃO!

P.S.: A palavra de verificação foi "latious"

Soneca disse...

Eita, mas que agora eu sei tudo dessas ciências exatas!

Já reli, reli e ainda tô com um sorriso no rosto!

Metade dessas coisas eu já vi, recordar não é tão massacrante em um texto tão singular...

Inté

Mateus Henrique Zanelatti disse...

Lí as páginas que escreveu em 95. Imaginei uma utilidade no espaço, mas dái a força de gravidade é 0, não sei se encaixa, o "objeto" iria andar em paralelo com a reta x tg "teta". Então pensei em outra utilidade, tiros de canhões e mísseis, e pensei também que quase tudo acaba tendo uma utilidade na guerra. Quase toda tecnologia, física e pensamentos criativos são para armamentos.

::)

Mateus Henrique Zanelatti disse...

Ah, Bruce Lee... você mudou de engenharia para astronomia?

::)

Viiii disse...

Misericórdia, como isso me assusta!
- A matemática, digo. Mas ainda assim, impossível não adorá-la como perfeita que é.
Lindo poema - embora não tenha feito esforço pra absorver tudo escrito nele. Abraços

Erika Freitas disse...

Nunca pensei que encontraria a fusão de matemática e poesia dessa forma. Muito legal.
E, como a Viii, confesso também que não absorvi muita coisa, rs.

bella ferraro disse...

Já eu não entendi nada.
Contudo, belas rimas, como sempre. E fiquei comovida em ver o pronome oblíquo mo - lira velha :)

bella ferraro disse...

Oi, Marcos, se vai me ajudar a entender o poema, pode enviar o teorema sim, ahahahahah! Sou das humanas, sabe como é, mas me interessei ^_^ (bellaferraro@hotmail.com)

bella ferraro disse...

Oi, Marcos, se vai me ajudar a entender o poema, pode enviar o teorema sim, ahahahahah! Sou das humanas, sabe como é, mas me interessei ^_^ (bellaferraro@hotmail.com)

Felipe disse...

estoy mute.

mb!

abraco, fcm.