domingo, 18 de abril de 2010



PORTANTO

a Ruy Barbosa

De tanto ver vencer a nulidade
sobre o real esforço e competência;
de tanto vicejar a pestilência
num estéril jardim de humanidade;

quando mais nada vale a probidade,
e a malícia suplanta a inocência;
de tanto padecer a dura ausência
da crença no poder da honestidade;

verificando, já sem esperança,
que a única certeza é a morte rude,
e que zombam da sua confiança;

de tanto ver a ignóbil atitude,
louvada, prosperar com abastança:
o homem vai perdendo a virtude.

Marcos Satoru Kawanami
.

OBS: Este poema é baseado num pensamento de Ruy Barbosa de Oliveira.
.

9 comentários :

Marguerita disse...

Poema que poderia ilustrar MUITO BEM o ano destinado para as eleições.

Abraço, Marcos.

Lara Amaral disse...

Concordo com a moça acima.

Excelente escrito.

Beijo.

Calí das Mercês disse...

Olá Marcos!
Hoje em dia está muito tenso acreditar no ser humano...
É triste, mas é real.

Adriana Godoy disse...

Nem tudo está perdido...há virtudes muitas em alguns homens e mulheres. Só que está difícil achar. Bj

tonhOliveira disse...



aprenDEU-Se
entenDEU-Se
prenDEU-Se
renDEU-Se
venDEU-Se
exceDEU-Se
perDEU-Se
DEU-Se
foDEU-Se

o Q suceDEU-Se?

EU-se!

P.S.: Este é meu próximo post no
http://po--etica.blogspot.com

Mile Corrêa disse...

Um verdade triste, contada numa
poesia bonita.

:)

Viiii disse...

Nossa, pura verdade. Agora respondam-me, onde é que vamos parar dessa forma?
É mesmo o fim dos tempos. Mas o que não podemos é desanimar, não é verdade? Tentar resistir ao máximo àquilo que não é certo.
Lindo post

BAR DO BARDO disse...

Esse tal de Ruy é vocal de alguma banda EMO?

Mas o poema é bom.

Mirse Maria disse...

Adorei, Marcos!

Belo soneto!

No estilo!

Beijos

Mirse